ALAC coordena esforços em prol da legalidade

A Aliança Latino-Americana Anticontrabando realiza V Encontro em San José, capital da Costa Rica ALAC coordena esforços em prol da legalidade. Empresários, associações e governos

ALAC coordena esforços em prol da legalidade

A Aliança Latino-Americana Anticontrabando realiza V Encontro em San José, capital da Costa Rica

ALAC coordena esforços em prol da legalidade. Empresários, associações e governos da América Latina comprometidos com o fortalecimento da legalidade e conscientes de que a concorrência leal constitui uma das principais bases do desenvolvimento econômico, irão se reunir no 5° Encontro da Aliança Latino-Americana Anticontrabando {ALAC}, nos dias 7 e 8 de maio em San José, capital da Costa Rica.

O evento é organizado pela Associação Nacional de Empresários da Colômbia {ANDI} em parceria com a Câmara de Comércio da Costa Rica.

A Aliança, que atualmente compartilha boas práticas, dissemina estratégias eficazes e fortalece a articulação público-privada para o combate ao contrabando já conta com a participação de 15 países.

O evento será uma oportunidade de apresentar os elos do contrabando com a lavagem de dinheiro, a falsificação de marcas e a necessidade de colaboração regional para a desarticulação de grupos criminosos. O espaço também servirá para divulgar os mecanismos mais idôneos para combater o comércio ilícito e contará com a realização de mesas setoriais entre os representantes dos diversos países, com o objetivo de gerar agendas específicas para as indústrias que vem sendo mais impactadas pelo crime do contrabando.

Outro tema em destaque será o comércio ilícito a partir da política comercial, das medidas de defesa comercial e do operador econômico autorizado e o SAFE Framework of Standards, estrutura da Organização Mundial das Aduanas {OMA} que indica os padrões internacionais básicos de segurança e facilitação comercial.

Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Competitiva e presidente pro-tempore da Alac, afirma que a integração entre países nas áreas de inteligência, diplomacia e repressão é essencial para combater o contrabando. Somente em 2018, o Brasil, a maior economia do continente, perdeu cerca de US $ 50 bilhões para o mercado ilegal. “O principal motor desse problema é o contrabando de cigarros, que domina 54% do mercado no Brasil, 24% do chileno e 12% do argentino”, disse Vismona. Segundo o executivo, equilibrar a tributação entre os países da região é uma das formas mais eficientes para combater o contrabando.

O fórum foi criado como um evento especializado na América Latina e é um ponto de referência no nível regional para divulgar as ações governamentais mais recentes implementadas para combater o contrabando aberto e técnico.

O crime do contrabando, sendo de natureza transnacional, apela para a união do setor privado e entidades governamentais em toda a região para combater esse crime de forma conjunta.