O que é melhor, esforço e treinamento, ou simplesmente talento? Temos opção?

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The Beatles - Abbey Road - talento e sucesso

Perfeição, talento, competência, dinheiro, beleza, sucesso, likes…é possível uma pessoa normal conseguir tudo isso? Será que essa condição se restringe a poucos privilegiados? Será que a maioria das pessoas estão condenadas a seguir a mesma vida de sempre no anonimato do dia a dia? A resposta não é tão simples, mas há algumas direções possíveis.

Existem pessoas que simplesmente transmitem uma perfeição naquilo que faz que nos impressiona de maneira singular. Isso pode acontecer em várias áreas de atuação. Parece que não fazem tanto esforço para executar determinada ação. A verdade é que todos querem ir para o céu, mas ninguém quer morrer.

The Beatles: um exemplo para a vida

Veja um pouco do que aconteceu com os Beatles: antes do sucesso estrondoso, a banda viajou para Hamburgo na Alemanha para tocar em pub’s com pouco público e ganhando quase nada.  Foram cinco vezes entre 1960 e o final de 1962. Na primeira viagem, tocou 106 noites, cinco ou mais horas em cada uma delas. Na segunda, fez 92 shows. Na terceira, se apresentou 48 vezes, totalizando 172 horas no palco. Os últimos espetáculos em Hamburgo, em novembro e dezembro de 1962, envolveram mais 90 horas de exibição. No total, tocou 270 noites em apenas um ano e meio. Na época em que começaram a estourar, em 1964, já haviam se apresentado ao vivo cerca de 1.200 vezes. Você tem ideia de quanto isso é extraordinário? A maioria das bandas atuais não toca 1.200 vezes, nem durante toda a carreira.

A prova de Hamburgo foi o que fez com que os Beatles se destacassem dos demais grupos de rock. “Em Hamburgo, eles não aprenderam apenas a ter resistência – tiveram que aprender também uma quantidade imensa de números: versões cover de tudo o que você possa imaginar, não apenas rock and roll, mas até um pouco de jazz. Eles não eram disciplinados no palco antes daquilo. No entanto, estavam tocando de um modo incomparável quando voltaram. Foi a formação deles”, explica Norman. GLADWELL  (2013) – Outliers.

Acredita-se que após dez mil horas de prática, as informações estão, de alguma forma, “cristalizadas” na memória (hipocampo) e você passa a não gastar tanta energia ao executar esta ação. Passando a fazer as coisas com mais naturalidade. Algumas pessoas podem não necessitar de dez mil horas para tornar-se expert em alguma tarefa, talvez consigam atingir um elevado grau de competência com menos horas; tais felizardos podem conter um diferencial genético favorável, e esse diferencial chama-se TALENTO.

Cada vez mais psicólogos estão atribuindo ao treinamento, conhecimento e a experiência fatores mais impactantes para se atingir o sucesso. A genética ajuda muito, mas o esforço é insubstituível.

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Engenheiro Civil, Especialista em Gestão de Negócios, Master of Science in Neuromarketing na Florida Christian University - EUA, MBA em Marketing pela FGV e MBA Gestão de Negócios pelo IBMEC. Diversos cursos e especializações internacionais sobre Marketing, Vendas, Liderança, Comportamento Humano e Neurociência

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