O fator humano nas organizações

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O fator humano nas organizações

Qual é a sua empresa? Qual é o seu serviço ou o seu produto? Quais são os preços?

Essas são algumas das perguntas padrões que existem quando alguém anuncia que abriu um negócio. Naturalmente, queremos entender do que se trata a nova organização e tão logo, tendenciamos julgar se terá chances ou não de “sobrevivência” ao meio de tantas outras já existentes.

Primeiro refletimos sobre a economia do país, depois sobre os diversos produtos e serviços oferecidos no mercado competitivo para, finalmente, desejar as boas vindas à pessoa que lhe deu a notícia. Se você é do tipo que deseja “boa sorte” de imediato, provavelmente logo depois, pensará se o sujeito terá sucesso ou não com o seu início de propósito. De um modo geral, é assim que funciona. Admiramos ou nos preocupamos diante da novidade contada.

Ao abrir um negócio avaliamos as ofertas do mercado, o território em que você irá atuar, os seus concorrentes, as novas tecnologias, as suas estratégias de vendas e diversas outras coisas. São recursos pensados para que a empresa seja bem sucedida e evitar “surpresas” por falta de organização de um programa adequado.

Várias são as análises ao elaborar uma estratégia, mas o objetivo é o mesmo que toda empresa deseja: baixo custo e sucesso nas vendas. A verdade é que toda organização tem essas preocupações e não somente quem está começando em uma nova atividade. Esses fatores são fundamentais para que o seu empreendimento atinja bons resultados. Aliás, aconselho, se a sua empresa não tem um plano de negócio, é bom se programar!

Seu principal capital: dinheiro ou pessoas?

Mas, então eu pergunto: qual o principal capital do seu empreendimento? Comidas, bebidas, carros, equipamentos eletrônicos de última geração, roupas, serviços de telemarketing…? Não! Não é o que se vende o que há de maior valor entre as suas mercadorias. Não será isso que te fornecerá sucesso daqui a alguns anos. O seu principal capital são as pessoas.

Não importa o seu produto ou o seu preço. O fator humano nas organizações é fundamental para que se atinja o objetivo almejado e mantenha a saúde do seu negócio. A gestão de pessoas, obrigatoriamente, deve fazer parte de qualquer tipo de serviço realizado.

É o elemento humano que definirá as características e a cultura da sua empresa. É nesse processo de vendas do seu produto que, se o seu colaborador não estiver adequado na sua função, você perderá para a sua concorrência.

Valorizar de forma correta as aptidões

Não adianta, por exemplo, pensar em metas de alta produtividade, se as aptidões do seu funcionário forem outras ou você colocar alguém numa prática que lide com pessoas e este, não ter bom relacionamento interpessoal. A sua estratégia não será efetiva.

O fator humano dentro de uma organização interfere de diversas formas. As equipes precisam se relacionar bem para que o resultado seja satisfatório. A relação com o líder deve ser acolhedora, é preciso motivação para se trabalhar e um feedback preciso para que se compreenda onde melhorar o seu desempenho. A cada novo integrante, serão necessárias adaptações e aceitação de ideias diferentes.

Para que esse aprendizado não se perca e sejam colocados em prática todos os conceitos é necessária uma boa gestão de conhecimentos. A competitividade interna pode romper limites e gerar conflitos afetando o clima e a produtividade da sua empresa. Se isso ocorrer, pode levar a um alto índice de rotatividade e absenteísmo.

É por esses, e outros motivos, que administrar pessoas e potencializar as suas habilidades é tão importante. Não adiantará muito você ter um ótimo plano de negócio, se não investir na capacidade do operador. Em longo prazo, a qualidade dos serviços poderá será afetada.

Investimento interno de pessoas

Devemos investir e nos preocupar com a equipe que trabalhamos. Esse método deve se iniciar desde o exame de seleção de competências, respeitando as exigências do cargo, até o desenvolvimento dos seus colaboradores mais experientes.

São essas pessoas que darão energia e saúde para a sua empresa. Não é à toa que, hoje em dia, existem exigências para se cumprir com determinados treinamentos. Mas, cumprir apenas os protocolos os seus problemas não serão resolvidos.

Devemos zelar por aqueles que dedicam grande parte do seu dia no trabalho para que as coisas aconteçam da melhor forma. Um colaborador estressado poderá trazer danos maiores, como acidentes de trabalho.

Ao longo dos anos, a questão da produção em massa já foi compreendida de que não é a melhor forma de se atuar. Existia um alto índice de afastamento do trabalho por doenças. Por outro lado, medidas preventivas como a de investir em pessoas, ainda existe certa resistência.

Quando alguém lhe perguntar o que fazer para se ter um bom negócio, antes de qualquer coisa, pense no que fazer para que o fator humano aja de forma eficaz no seu empreendimento: treine e desenvolva pessoas!

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