O mal da pressa nos cega: o que está acontecendo?

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o mal da pressa

Há dias venho me perguntando o que está acontecendo com as pessoas. Você tem observado?

Vou exemplificar: moro no Sul do Brasil e, ao menos duas vezes por mês, vou à nossa capital Florianópolis. No trajeto, há belas paisagens, cidades bem desenvolvidas e prontas para receber as pessoas que desejam curtir a natureza e descansar. É aí que começa minha reflexão.

Como elas chegam? Vou contar o que vejo:

o mal da pressa Nossa BR 101 tem uma concessionária que administra, é bem conservada e com velocidade máxima permitida de 100KM/H. O que na minha opinião está ótimo, pois permite apreciar as belezas naturais. Bom, essa é a minha opinião!

Andar por essa rodovia é uma loucura na verdade. Você pode estar dirigindo na velocidade orientada e, até um pouco mais, que sempre cola alguém no seu carro, dando sinal de luz e exigindo que você saia da frente.  A pressão é tanta que fica uma luta não se estressar no caminho e manter a sobriedade.

Outro exemplo

Estacionar em duas vagasEstacionar o carro ocupando duas vagas de estacionamento, praticamente atravessado, largado para ser mais exata. Ou essa pessoa não fez autoescola, ou é uma profunda falta de respeito.

Têm muito mais exemplos, mas minha intenção aqui é a de refletir sobre as causas deste comportamento.

Eu me pergunto: o que torna esse cidadão melhor do que a pessoa que está na sua frente? Por que ela atrapalha tanto? Por que estar atrás é tão ruim? Pressa para chegar onde? É uma emergência médica? Por que as pessoas andam no seu limite emocional? Se o meu carro precisa de uma vaga apenas, por que ocupar duas?

Claro, o problema neste caso não é a rodovia e nem as pessoas que lá estão, é o limite emocional e a falta de tolerância que os apressados estão vivendo.

As pessoas sentem-se DESRESPEITADAS e DESRESPEITAM também. Tipo um toma lá, dá cá!

E qual a origem deste desgaste, deste comportamento limitante?

“Minha percepção: estamos VENDENDO de tal forma nosso TEMPO DE VIDA, para o trabalho, para o dinheiro, para o consumo, que pouco nos resta para VIVER.”

Quando temos um tempo livre, queremos chegar rápido para aproveitar. Olha a pressa de novo! E o mais triste é que eu tenho quase certeza que pessoas no limite emocional não conseguem aproveitar de verdade uma praia, não conseguem aproveitar um tempo de compras no supermercado para planejar um jantar, porque TUDO INCOMODA.

Eu me arrisco a afirmar que a origem deste “TUDO INCOMODAé porque temos um desejo ardente de mudar o rumo da nossa vida, mas nos sentimos presos, porque temos contas para pagar, porque existe um padrão social que pressiona e não podemos ser diferentes.

Vamos refletir sobre nossas escolhas. Vamos refletir sobre o que estamos priorizando e sobre como estamos conduzindo nossa vida.

Vejo pessoas corajosas que largam tudo isso para viver o que de fato desejam! Tenho certeza de que não são escolhas fáceis, muitas mudaram pressionadas por um evento que as forçou escolher uma nova vida.  E isso deve ter sido libertador.

Se você sente esse desejo de mudar, comece já! Não espere chegar o momento perfeito, porque esse momento não existe. O melhor momento é quando seu corpo dá sinais que vai sucumbir, quando sua mente está agitada demais e não o deixa dormir, quando tudo o que deseja é ter uma vida diferente da atual. Esse é o momento. O momento presente.

redirecione sua rotaObserve, assim como eu, tudo a sua volta. Veja em quantos momentos você se comportou igual, veja o que você não deseja para sua vida e, assim como um GPS, redirecione a sua rota!

Escolha um novo caminho, diferente do atual, sem radicalismo. Quando nosso GPS recalcula a rota ele segue do caminho que está, escolhe um novo trajeto possível e percorre cada trecho desta nova jornada.

Não escolha o trajeto mais rápido, escolha aquele que te permite mudar uma coisa de cada vez, sinta sua liberdade e VIVA SUAS ESCOLHAS.

Vamos cantar a vida, como canta Gonzaguinha: “e a vida, o que é? Sempre desejada, por mais que esteja errada, ninguém quer a morte, só saúde e sorte. Viver e não ter a vergonha de ser feliz! ”

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Formada em Psicologia pela Associação Catarinense de Ensino (ACE) desde 1999, com extensão universitária em Gestão do Conhecimento pela FGV, com MBA em Administração e Gestão do Conhecimento. Formação e Certificação Internacional Psychological Coaching & Holomentoring ® ISOR® e The Coaching Clinic ® I e II – Corporate Coach U. Atuação como professora, consultora e ministrante de palestras e treinamentos. Experiência de mais de 10 anos em Cooperativas de Crédito, com formação especifica em Cooperativismo.

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