Por que as oportunidades diminuíram?

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Por que as oportunidades diminuíram

Hoje vivemos uma verdadeira crise. Não estou falando de crise financeira, política ou econômica, mas uma crise de falta de conhecimento generalizado. A internet propicia uma vantagem muito grande em rapidez e volume de informação, porém essa vantagem causa uma preguiça mental em conseguir aprofundamento em determinados assuntos.

Muita gente com conhecimento superficial, figura nas redes sociais como se fosse Ph.D em determinado assunto. Esses especialistas superficiais atuam nas mais variadas áreas, nutrição, economia, política, finanças pessoais, medicina etc. O resultado é um batalhão de gente transmitindo e replicando conhecimento superficial.

Um tempo atrás

Nas décadas de 60 e 70, um indivíduo que tivesse conseguido se formar em uma boa universidade estaria, praticamente, com o futuro garantido. Um cargo de diretoria em uma empresa privada, ou um bom emprego público, que lhe trouxesse estabilidade, eram perfeitamente possíveis e desejados. As oportunidades de emprego eram mais abundantes.

Nas décadas de 80 e 90, as boas oportunidades de emprego começaram a aparecer para quem possuía uma pós-graduação e essas pessoas, para conseguirem conquistar um cargo gerencial, precisavam obrigatoriamente de uma pós-graduação em seu currículo. No século XXI iniciou a febre dos MBA’s. Nesta época, praticamente, para se conseguir um emprego comum (não gerencial), era necessário ter um, ou dois, MBA’s no seu histórico.

Uma pós-graduação não é mais um diferencial. A conclusão é que as oportunidades, atualmente, são muito menores que antigamente e continuarão a diminuir. Hoje é muito mais difícil diferenciar-se e aproveitar as oportunidades que são cada vez mais reduzidas.

Estratégia de oportunidades

Mas, não vamos perder a esperança e desistir! Para tudo há uma estratégia. Siga meu raciocínio: as oportunidades aparecem para quem tem mais qualificação e conhecimento, isso é fato e parece óbvio. Mas não é! Quando a economia está em alta, o emprego aparece para todos, inclusive para quem não tem qualificação. À medida que a atividade econômica diminui, as oportunidades migram para o grupo de pessoas com mais qualificação.

É como se fosse uma seleção natural do mercado de trabalho, você vale pelo que você sabe. Nesse ponto, nos deparamos com as seguintes questões: os melhores cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado são extremamente caros? Então, apenas uma pequena parcela da população tem acesso? O que nos leva a crer que somente as pessoas que possuem alguma reserva financeira conseguem investir em educação e aproveitar as melhores oportunidades?

E é exatamente assim que as coisas acontecem. Infelizmente, o filtro é muito grande, primeiro as pessoas que possuem recursos, nem sempre investem em educação; as que investem, estatisticamente, terão melhores chances de obter bons empregos e aproveitar melhores oportunidades. Por esse motivo que, ao entrarmos em crise econômica, as classes menos favorecidas são as mais afetadas com o desemprego.

Existe ainda aquele grupo de pessoas que possui alguma qualificação, mas entram em uma zona de conforto e são superados por pessoas mais qualificadas e com menos idade.

Por que será que é tão difícil economizar, minimamente, para investir em nossa própria qualificação profissional? Porque somos biologicamente seres imediatistas e nosso cérebro trabalha com recompensa imediata.

Investir em educação requer um esforço mental descomunal, pois trará um retorno de médio a longo prazos, que não são materializados pelo nosso cérebro. É nadar contra a corrente.

O caminho

Entretanto, sinto informá-lo que não há outro caminho. Para melhorar as condições de vida, invariavelmente, devemos passar pelo acesso de conhecimento de qualidade. Qualquer movimento mínimo que você faça hoje nesse sentido terá um impacto futuro nas suas condições de vida.

Educação traz liberdade e o protege de qualquer crise. A solução para o desemprego a médio e longo prazos é o investimento público em educação de qualidade. Estudar dá trabalho e é cansativo, além de estar fora de moda.

Porém, pouca gente enxerga que é uma questão de sobrevivência. Não há como ter resultados diferentes fazendo as mesmas coisas, não existe injustiça.

O que você é e o que você tem hoje é consequência de suas próprias decisões.

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Engenheiro Civil, Especialista em Gestão de Negócios, Master of Science in Neuromarketing na Florida Christian University - EUA, MBA em Marketing pela FGV e MBA Gestão de Negócios pelo IBMEC. Diversos cursos e especializações internacionais sobre Marketing, Vendas, Liderança, Comportamento Humano e Neurociência

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