Síndrome de Burnout: o limite do stress

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Síndrome de Burnout o limite do stress

Quem nunca ouviu a frase: “nossa, como você está estressado! Relaxa! ” Aí você pensa: “queria muito, mas não consigo. ”

Este é um sinal vermelho, que muitas vezes, não percebemos. Porque estamos num ritmo alucinante, trabalhando muito e cada vez mais atarefados. Só paramos para refletir que algo está errado quando a frase muda: “Nossa, você está bem? Anda tão desanimado…”

E você responde: “estou esgotado! Não aguento mais essa vida!”

Você sente uma profunda falta de ânimo, um cansaço devastador, uma absoluta falta de energia. O que antes te movia à ação, agora te cansa. Sente-se exausto, só em pensar nas atividades que tem de fazer. No lugar da motivação, a irritação toma conta do seu emocional, tem uma sensação de fracasso, percebe que não consegue concentrar-se mais, sente desânimo, rende muito menos no trabalho, vive no piloto automático.

Cuidado: você pode estar desenvolvendo uma síndrome muito perigosa e silenciosa, chamada Burnout!

A Síndrome de Burnout é uma doença decorrente de estresse prolongado ao trabalho, que ocasiona o esgotamento profissional. Segundo pesquisas realizadas pela ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil), 30% dos profissionais brasileiros sofrem de Burnout.

É uma doença ocupacional que age minando a energia, as expectativas. Como o próprio nome referencia, é queimar de dentro para fora. É de difícil diagnóstico e, às vezes, confundida com depressão.

Não é minha intenção neste artigo, dissertar sobre essa doença, mas sim, fazê-lo refletir.

Se você se identificou com alguns sintomas descritos até aqui, preste atenção. Seu organismo está sinalizando que é hora de mudar. Hora de analisar como você está conduzindo sua vida.

Reflita: o seu trabalho é sua única fonte de prazer? Você é tão perfeccionista ao ponto de buscar por uma excelência quase impossível? Trabalha tanto que vive no seu limite emocional e sem tempo para qualquer outra atividade ou família?

É o momento de repensar suas escolhas, antes que você perca a esperança de mudar de vida, antes que você perca seus amigos e, em casos mais extremos, sua família.

É preciso ter coragem para viver a vida, tal como ela se apresenta, com suas imperfeições.

É preciso ter coragem para parar de viver num modelo socialmente aceitável e mudar para aquele estilo de vida que te completa.

É preciso ter coragem para mudar de trabalho, quando você percebe que ele exige mais do que você suporta oferecer.

É preciso ter coragem para viver uma vida simples, se isso te satisfaz.

Como disse Aristóteles: “A coragem é a primeira das qualidades humanas, porque garante todas as outras. ”

Tenha coragem! Seja você e seja feliz!

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Formada em Psicologia pela Associação Catarinense de Ensino (ACE) desde 1999, com extensão universitária em Gestão do Conhecimento pela FGV, com MBA em Administração e Gestão do Conhecimento. Formação e Certificação Internacional Psychological Coaching & Holomentoring ® ISOR® e The Coaching Clinic ® I e II – Corporate Coach U. Atuação como professora, consultora e ministrante de palestras e treinamentos. Experiência de mais de 10 anos em Cooperativas de Crédito, com formação especifica em Cooperativismo.

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