Queridos Irmãos,

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Tenho percebido que não temos mais um Natal iluminado. Salas, fachadas de casas e varandas de apartamentos não estão mais sendo iluminadas como antigamente.

Há um motivo para isso? Talvez redução nos gastos ou, simplesmente, está se perdendo, aos poucos, a empolgação pelo que se tornou o Natal e as festas de fim de ano. Encontro muitas pessoas já desiludidas com estas “bobagens”, inclusive eu.

São anos e anos buscando um renascimento através de roupas novas, mesas fartas, presentes e mais presentes, como uma forma de recompensarmos toda a insatisfação interna de, por mais um ano, não termos realizado tudo o que deveríamos; não no mundo, mas em nós. Realizações simples, tais como usarmos novas vestes tecidas de Tolerância e Pureza, alimentarmos nossa alma de Conhecimento e distribuirmos presentes repletos de Amor.

Cada vez mais estamos conscientes de que tudo que fazemos exteriormente, que não é de dentro para fora, é ilusão.  Processo este bastante lento, mas muito eficiente, e que pode ser observado claramente na natureza: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura, e penetra o nosso Ser. Estamos cegos, ignorantes, enfadados pelos repetitivos desafios da vida, cada um com o seu em particular, vivendo em uma bolha de sabão, sem sabermos a sutileza da sua estrutura. Muitas vezes somos submetidos a estados críticos, que na ciência são conhecidos, curiosamente, por “estado de transição”. E, assim, subitamente, alcançamos um despertar de consciência, da mesma forma como um bebê, em sua trajetória do caminhar, um belo dia se levanta e começa a trocar seus primeiros passos. E com uma maestria interior que, ainda assim, se permite cair, sorrir e levantar, com a certeza de que a partir daquele momento não precisará mais voltar a engatinhar.

Viemos por anos repetindo os mesmos costumes, as mesmas tradições, como uma boiada seguindo um fluxo do que parece ser uma ignorância eterna. Mas parece-me que assim se faz nossa evolução, não por um processo gradativo, mas sim por um processo súbito de despertar.

Proponho a cada um de nós que acendamos nossa luz interior, que façamos um esforço para servir mais, para estar mais presente em tudo que fazemos e com todos que amamos. Que nossos corações se tornem centros de Luz, que vejamos mais as Virtudes, que escutemos mais com Acolhimento, que toquemos mais a Alma, que respiremos o frescor da Paz interior e que nosso paladar nos permita apreciar o Doce e o Amargo da vida.

Paz a todos os Seres, Evolução a todos os Seres.

Fraternalmente,

Svetlana

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