Obesidade na adolescência uma questão de saúde pública

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Obesidade na adolescência

Um estudo da UERJ de 2016 mostrou que, em três décadas, a obesidade na adolescência e na infância subiu de 6% para 18%.

A adolescência, fase dos 10 aos 19 anos, é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), um período crítico para o desenvolvimento, com maior acúmulo de gordura corporal com a ingestão de alimentos que não são saudáveis.

Essa indicação aponta para diversos fatores comportamentais que são tidos como causas desse aumento do sobrepeso dos adolescentes: sedentarismo, oferta de produtos industrializados e aumento do consumo de refrigerante. Não podendo ser menosprezadas, também, as causas genéticas.

Para a cardiologista e coordenadora do trabalho da UFRJ, Andréa Araújo Brandão, o resultado é preocupante. “Os adultos que eram obesos na infância e na adolescência são as maiores vítimas de morte por causas cardiovasculares, como infarto e derrame”, diz.

Consultamos a Nutricionista Alaide Guilherme dos Santos, que possui mestrado em Saúde Pública pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em Portugal, para nos dar dicas de como podemos melhorar essa qualidade nutricional dos adolescentes:

  1. Estimular o consumo do café da manhã

A refeição do dia menos utilizada pelos adolescentes é o café da manhã;

  1. Evitar o hábito de “beliscar” alimentos

Adolescentes apresentam a possibilidade de comer qualquer tipo de alimento a qualquer hora do dia;

  1. Desestimular consumo de álcool

A prática do consumo precoce de álcool pode comprometer o estado nutricional, especialmente em termos de ácido fólico. Sociedade, escolas e pais podem utilizar meios na prevenção do consumo de álcool na adolescência;

  1. Passar a consumir mais alimentos in natura

Consumir frutas, legumes e verduras, diariamente, evitando alimentos industrializados, processados e ultra processados – salames, linguiças, salsichas, hambúrguer – que apresentam um baixo valor nutricional.

Dieta ideal alimentar para adolescentes

Adicionar um mínimo de sal, açúcar e gorduras, abdicando do refrigerante em favor de sucos de frutas naturais e inserir na alimentação mais carboidratos complexos, como cerais integrais, raízes e tubérculos.

A proteína deve ser consumida por meio da carne de boi magra, frango sem pele, peixe, ovos e leite. As gorduras devem ser selecionadas, incluindo azeite, óleos vegetais e castanhas. Evitar as frituras e gordura animal em excesso.

Em relação às vitaminas e minerais, o consumo de frutas e hortaliças diariamente deve ser estimulado para uma adequada ingestão de vitaminas do complexo B, vitaminas A, C, D e E, além dos minerais como Zinco, Ferro. Os minerais e as vitaminas têm funções importantes no metabolismo, melhorando a imunidade e o ferro, em especial, para evitar anemia.

Este último, presente em carnes vermelhas, vegetais verdes escuros, feijão, ervilha e lentilha. Os adolescentes devem consumir diariamente alimentos ricos em cálcio para uma adequada formação óssea, pelo consumo de leite e derivados como queijos,  iogurte, coalhada, bem como brócolis, espinafre e couve.

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