A estudante Cristal Bradshaw lança livro sobre sua avó que nasceu na escravidão

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Em inglês, a tradução literal de Dia da Consciência Negra seria "Black Awareness Day". No entanto, nos Estados Unidos e Canadá existe o "Black History Month" (Mês da História Negra), que é celebrado todos os anos em Fevereiro.

Estudante lança livro baseado em pesquisas sobre sua avó nos EUA

* Por Fernando Cunha

Já pensou você pouco saber sobre seu passado, realizar diversas pesquisas e encontrar uma história e tanto sobre seus antecessores? Foi o que aconteceu com Cristal Bradshaw ao pesquisar sobre a vida de sua avó, Eliza Bradshaw.

Parecia, em primeiro lugar, que a vida de Eliza Bradshaw foi por muito tempo enterrada sob sua lápide no cemitério que apenas marca a data de seu nascimento e morte.

 

Cristal atua como gerente de escritório do Projeto sobre a História dos negros da Universidade do Kansas.

História de lutas pela sobrevivência – Cristal Bradshaw sabia, mesmo sem ter conhecido, que sua avó nasceu na escravidão. Ela sabia que Eliza era uma refugiada que foi para Hodgeman County (Kansas/EUA) com sua família em busca de uma vida livre do racismo e da pobreza depois da Guerra Civil.

Quando Cristal iniciou pesquisa sobre sua história família, para uma de suas aulas na Hodgeman County HighSchool, ela encontrou algumas respostas. “Um monte de gente na minha classe da faculdade sabia sobre seus familiares, mas muitos integrantes da minha própria família sabia de onde os Bradshaw vieram”, disse Crystal, com 21 anos e que atualmente é uma caloura na Universidade do Kansas.

O Livro

Crystal foi pesquisando artigos de jornais e documentos de pesquisa para aprender mais sobre o passado de sua família. Ela compilou suas informações em seu primeiro romance de não-ficção, “Eliza: A jornada de uma geração”, que possui 133 páginas.

Na obra, Crystal preserva os altos e baixos da jornada de vida de Eliza, que se assemelha um tempo severo na história, onde relata que Eliza nasceu escrava, cresceu na pobreza em uma cabana de um cômodo sem janelas. Aos 7 anos, ela foi vendida para um plantador. Aos 17 anos, ela foi vendida novamente para um proprietário de escravos cruel. Houve espancamentos, entre outras crueldades. Cristal ficou chocada quando começou a investigar a história de Eliza, mas também ficou decepcionada com uma história que quase desapareceu como o passar dos anos dentro de sua família.

Cristal atua como assistente de dormitório da faculdade e como especialista em comunicações e gerente de escritório do Projeto sobre a História dos negros da Universidade do Kansas.

Crédito da imagem de Crystal: Arquivo Pessoal (http://www.facebook.com/CrystalBradshawWriting)

 

 

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Jornalista desde 2005 com atuação em mídia impressa, on line e com vasta experiência como assessora de imprensa. Especialista nos segmentos de Cultura, Moda, Turismo, Beleza, Negócios, Gastronomia e Personalidades.

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