A importância do teste do pezinho

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Teste do pezinho do bebê
pexels

O teste do pezinho é o primeiro passo para uma vida saudável

A triagem neonatal é fundamental para detectar doenças graves em recém-nascidos, possibilitando tratamento específico e imediato

Desde a gravidez, os pais se preocupam com a saúde do bebê que está por vir. Durante a gestação, são realizados diversos exames pré-natais para prevenção e monitoramento de doenças. Porém, os cuidados devem continuar após a chegada do mais novo membro da família. Após o nascimento, vários testes são feitos para detectar doenças graves. Um dos mais importantes é a triagem neonatal, conhecida popularmente como Teste do Pezinho.

Este exame identifica doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que não são detectadas apenas por exame clínico. Desde 1960, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirma a importância da realização da triagem neonatal e incentiva a criação de programas nacionais que definem critérios para o exame. Em 2001, foi implementado no Brasil, o Programa Nacional de Triagem Neonatal, que tornou obrigatória a versão básica do Teste do Pezinho em todo o território nacional.

O teste consiste em coletar uma pequena amostra de sangue do calcanhar do bebê, região rica em vasos sanguíneos – por isso, o nome popular – e analisá-la por meio de uma série de exames laboratoriais. A finalidade é detectar doenças que, se não diagnosticadas e tratadas
precocemente, causam graves problemas de saúde e comprometem a qualidade de vida da criança.

“Para que o exame seja efetivo, é recomendado que o bebê tenha entre 3 a 5 dias, e que esteja sendo alimentado, uma vez que existem dosagens que avaliam o metabolismo de aminoácidos”, explica Dra. Helena Pimentel, médica Geneticista e Diretora Médica da Apae Salvador.

A triagem neonatal obrigatória, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), inclui seis doenças: Fenilcetonúria (PKU), Hipotireoidismo Congênito (HC), Doenças Falciformes (DF) e Hemoglobinopatias, Fibrose Cística (FC), Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) e Deficiência de Biotinidase (DB). Porém, por meio da coleta de sangue em papel filtro podem ser realizadas outros testes, que podem detectar a suspeita de dezenas de doenças. Esta triagem é chamada de complementar ou ampliada e é realizada de forma privada, por
solicitação médica.

Caso o Teste do Pezinho apresente um resultado positivo, os pais deverão ser orientados sobre as ações necessárias para confirmação diagnóstica e consequente tratamento e cuidados para garantir a qualidade de vida da criança. Quanto mais cedo as doenças forem
identificadas e tratadas, maior a possibilidade de evitar sequelas e, até mesmo, a morte.

Embora exista conscientização, o Teste do Pezinho ainda é conhecido superficialmente pelas mães brasileiras. É evidente a importância do profissional da saúde, em especial médicos e enfermeiros, na educação e informação dos pais em relação ao exame para a sobrevida da criança.

SOBRE DOENÇAS RARAS

Doença rara é aquela que afeta 65 pessoas em um grupo de 100 mil (pouco mais de 1 indivíduo a cada 2 mil). São cerca de 6 a 8 mil tipos de doenças raras, 80% são genéticas (20% por fatores imunológicos, infecciosos, reumatológicos, defeitos congênitos e cânceres raros). Doenças progressivas com complicações severas¹. 75% dos diagnosticados são crianças e 30% não vivem mais que 5 anos²; São em cerca de meio bilhão de pacientes raros no mundo e 13 milhões no Brasil.

SOBRE A BIOMARIN

A BioMarin é uma companhia de biotecnologia global que desenvolve e comercializa terapias inovadoras para pessoas com doenças raras, graves e potencialmente fatais. No Brasil, o portfólio da companhia conta com 3 medicamentos para o tratamento de doenças raras. Visite www.BMRN.com

1. Diretrizes para Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no SUS: Portaria GM/MS 199 de 2014

2. Eurordis – Rare Disease Europe

3. Priority Medicines for Europe and the World “A Public Health Approach to Innovation” Background Paper 6.19 Rare Diseases – Update on 2004 Background Paper, Written by S. van Weely, Ph.D. and Prof. H.G.M. Leufkens

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