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Movimento mobiliza artistas contra o câncer de pulmão

“Desafio de Fôlego” mobiliza artistas no combate ao câncer de pulmão Movimento mobiliza artistas contra o câncer de pulmão. O fôlego é fundamental para todo

Movimento mobiliza artistas contra o câncer de pulmão

“Desafio de Fôlego” mobiliza artistas no combate ao câncer de pulmão

Movimento mobiliza artistas contra o câncer de pulmão. O fôlego é fundamental para todo mundo, nas mais diversas atividades do dia a dia. Mas, para quem vive de cantar, a saúde dos pulmões está sempre em destaque. 

Por isso, em agosto, Mês de Conscientização do Câncer de Pulmão, grandes nomes da música brasileira serão desafiados para um dueto especial, com o propósito de chamar a atenção para o combate à doença, que tem entre seus sintomas justamente a falta de ar. 

Os tumores de pulmão representam um grande desafio para o país e são a primeira causa de morte por câncer entre os brasileiros. Hoje, apenas 16% dos casos são diagnosticados em estágio inicial no Brasil e a taxa de sobrevida relativa em cinco anos é de 18%, chegando a 15% entre os homens, segundo o Instituto Nacional de Câncer {INCA}. Por outro lado, quando o câncer de pulmão é identificado em sua fase inicial {localizado}, essa taxa chega a 56%.

“Infelizmente, o câncer de pulmão é uma doença grave que vem crescendo ano a ano, principalmente entre as mulheres. Portanto, é muito importante ficar atento aos sinais, como tosse e falta de ar. E vale lembrar que o câncer, muitas vezes, não está relacionado apenas ao cigarro”, afirma o oncologista Fernando Maluf, fundador do Instituto Vencer o Câncer.

Os músicos Diogo Nogueira, Péricles e Salgadinho {ex-integrante do Katinguelê}, assim como o grupo Samba da Vela, estão entre os artistas que aderiram à causa. O público também poderá participar do desafio, gravando vídeos caseiros com trechos das músicas cantadas pelos artistas durante o #DesafiodeFolego. As peças deverão ser divulgadas nas redes sociais com as hashtags da campanha.

Além do cigarro

Em agosto, no dia 29, também é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. E, de fato, o cigarro está associado à maioria dos casos de câncer de pulmão e responde por cerca de 80% das mortes relacionadas à doença. Mas diferentes estudos vêm sugerindo um aumento no número de não fumantes entre os pacientes diagnosticados com o tumor.

O presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz destaca o estigma em relação aos pacientes com câncer de pulmão. “Quando dizem que estão com câncer de pulmão, logo alguém já quer saber por quanto tempo a pessoa fumou, mas nem sempre foi isso o que ocorreu. De toda forma, ainda precisamos reforçar a informação de que o cigarro causa câncer. Em uma pesquisa que fizemos neste ano, 8% dos entrevistados desconheciam essa associação”, afirma.

Além do cigarro, outros fatores, como a exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição e aspectos ocupacionais, podem favorecer o desenvolvimento do câncer de pulmão. Existem, ainda, grupos de pacientes que nunca fumaram e, mesmo assim, apresentam uma predisposição aumentada para a doença.

ALK e ROS1

Esse é o caso dos indivíduos com alterações genéticas específicas, entre essas alterações está a translocação de ALK {quinase do linfoma anaplásico}, um oncogene que está presente em cerca de 5% dos casos de câncer de pulmão de não pequenas células {CNPCP}5. E a mutação em ROS1, um proto-oncogene {gene que se transforma em oncogene por um aumento na expressão de proteínas}.

Tanto o gene ALK, quanto o ROS-1 atualmente são biomarcadores para terapias-alvo, medicamentos especialmente desenhados para inibir mutações que são determinantes para a evolução da doença, aumentando a sobrevida e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

“Vale lembrar que estamos falando de uma doença agressiva, com elevadas taxas de mortalidade. Por isso, é fundamental trazer essa temática para o centro das discussões, de uma forma que aproxime as pessoas do debate e favoreça a disseminação de informações de qualidade, que colaborem para o diagnóstico precoce, quando o prognóstico do paciente é muito melhor”, diz a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine.

Por : Moura Leite Netto