Estresse de final de ano: técnicas modernas da medicina nuclear ajudam a prevenir infarto

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Estresse aumenta 75% no final do ano e pode prejudicar o coração, mas existem exames para prognóstico seguro da doença

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares (como ataques cardíacos e derrames) – maior causa de mortes no mundo, principalmente nos últimos meses do ano, quando o estresse aumenta 75% de acordo como a ISMA (International Stress Management Association). A Medicina Nuclear atua, entre outras áreas, na detecção precoce das doenças cardiovasculares, como o infarto.

O infarto é a obstrução das artérias que bombeiam o sangue para o coração (chamadas coronárias), por placas de colesterol acumulado nas paredes da artéria (placas de arteriosclerose). Essas placas podem ser eliminadas por tratamento medicamentoso capaz de interromper o crescimento da placa de gordura e reduzi-la, ou por intervenções cirúrgicas como a ponte de safena e angioplastia.

De acordo com a cardiologista e médica nuclear da DIMEN, Priscila Cestari Quagliato os fatores de risco do infarto podem ser divididos em modificáveis e não-modificáveis e merecem atenção. “Dentre os modificáveis encontram-se os hábitos alimentares, atividade física, estresse e tabagismo. O consumo de alimentos ricos em calorias, sódio e colesterol, associado ao sedentarismo tornam as doenças cardiovasculares cada vez mais frequentes e precoces. Predisposição genética para a formação de placas de arteriosclerose estão entre os fatores não-modificáveis”, explica.

Exames preventivos

Existem exames cardiológicos que atuam na detecção de condições cardíacas, mas, como é o caso do teste ergométrico, podem ocorrer alterações no resultado pelo uso de medicamentos ou alterações hormonais da menopausa. A especialista explica como funcionam os principais exames da Medicina Nuclear e como eles podem auxiliar de forma precisa a detecção das doenças cardiovasculares:

  1. Cintilografia de perfusão miocárdica

É um exame que avalia a circulação sanguínea realizada pelas artérias. A avalição é feita em repouso – com a administração endovenosa de um material com baixa radioatividade – e em estresse – seja por atividade física em esteira ergométrica ou simulação desta por meio de medicamentos para os casos em que o paciente não consiga realizar o esforço físico (por dificuldades motoras, por exemplo).

Assim, a cintilografia capta imagens do coração e avalia se o fluxo de sangue para o coração está regular e, em caso negativo (a chamada isquemia), identifica qual coronária deve ser tratada.

  1. PET/CT

O PET-CT (pósitron emission tomography) é uma ferramenta muito utilizada em oncologia, mas de grande importância na cardiologia, apesar de ainda pouco conhecida. A utilização endovenosa de uma glicose radioativa permite diferenciação com extrema precisão da cicatriz após o infarto no músculo do coração. O resultado deste exame auxilia o cardiologista na decisão de investir em um procedimento de revascularização para reestabelecer o fluxo de sangue para a área doente, permitindo assim a sua recuperação quando ainda há músculo vivo. Essa glicose é a mesma utilizada nos exames de oncologia e, portanto, está disponível em todos os serviços que ofereçam a tecnologia PET.

Sobre a DIMEN

A DIMEN – referência em medicina nuclear no país, com mais de 36 anos de atuação – possui doze unidades no interior de São Paulo e Minas Gerais. No Brasil, é pioneira no uso de cirurgia radioguiada e na tecnologia PET-CT. A nova unidade na capital paulista está localizada na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 325, Vila Mariana.

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