Conheça o movimento que defende maior consumo de ‘comida de verdade’

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Conheça o movimento que defende maior consumo de ‘comida de verdade’

Nas prateleiras dos supermercados tem sido cada vez mais frequente encontrar qualquer alimento que seja, dentro de uma lata ou pacote. Eles oferecem não só praticidade, mas durabilidade. Isso porque o alimento, que antes duraria poucos dias na geladeira ou fruteira, tem data de validade muitas vezes superior a um ano.

Porém o que muitas pessoas e especialistas vem defendendo atualmente é justamente o contrário, reduzir drasticamente o consumo de alimentos armazenados em pacotes e latas e priorizar o consumo de comida de verdade. A ordem é desempacotar menos e descascar mais.

No grupo da comida de verdade estão os alimentos que estão disponíveis na natureza e que sempre fizeram parte da nossa culinária. São frutas, verduras, legumes, cereais (arroz), leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico, tubérculos, como batata doce, mandioca e inhame. Já entre os alimentos cuja recomendação é diminuir o consumo estão os salgadinhos, refrigerantes, bolachas recheadas, doces entre outros.

Comida de verdade: conheça o novo movimento da alimentação saudávelA jornalista Juliana Carreiro é uma das adeptas do movimento e autora do blog Comida de Verdade, hospedado no site do jornal O Estado de São Paulo. Ela explica que a mãe é nutricionista e por isso sempre foi acostumada a esse tipo de alimentação.“Quando engravidei comecei a pensar mais no assunto e a me preparar para oferecer para o meu filho a mesma educação nutricional que recebi. Fui aprender a cozinhar, por exemplo”, conta.

Depois do nascimento do filho Juliana começou a dar aulas de culinária funcional. Escreveu um texto para apresentar o trabalho, que acabou dando origem ao blog, em dezembro de 2015. Mas ela sabe que nem todas as pessoas têm a criação que teve. Porém afirma que não é preciso saber muito. Basta pensar em consumir aquilo que os nossos avós reconheceriam como comida.

Questionada sobre como conciliar uma alimentação rica em comida de verdade em uma rotina tão corrida, diferente da vida de nossas avós, Juliana diz que a praticidade não deve ser o nosso único critério na hora das compras. “Normalmente, as opções que já vem prontas, temperadas e congeladas. Estes certamente devem ser evitados. Mas há o que eu chamo de ‘industrializados do bem’. São produtos com, no máximo, 2 ou 3 ingredientes, que servem apenas para conservar o alimento, por exemplo, como atum ou sardinha enlatados ou tomate pelado”, explica.

A jornalista também dá a dica dos alimentos congelados sem tempero nenhum, como filé de peixe, frango orgânico em pedaços e até legumes, como brócolis e couve flor. “Se o assunto é praticidade, temos muitas opções para nos ajudar, mas nenhuma delas está totalmente pronta. Acredito que quem deseja se alimentar melhor precisa sim ir para a cozinha todos os dias. Nm que seja por poucos minutos. Isso, de certa forma, seria como regressar algumas décadas”,finaliza.

 Dicas para conseguir alimentações com mais comida de verdade

A pedido da Revista Nova Família a jornalista elencou dicas para quem quer buscar uma alimentação rica em comida de verdade:

– Reduza a quantidade de açúcar, principalmente na alimentação das crianças. As frutas são os melhores substitutos. “São baratas, saborosas, nutritivas, fáceis de comer e de encontrar. Podem estar em todos os lanches, dentro e fora de casa, de adultos e crianças”.

Descubra novas opções de lanches. Os tubérculos são boas pedidas e segundo Juliana nos deixam bastante saciados. “Dá pra fazer batata doce cozida, assada ou grelhada, chips de inhame ou de mandioquinha no forno, com orégano, alecrim, páprica ou outro tempero que você preferir”.

Se faltar tempo, lembre-se dos ‘industrializados do bem. Eles podem facilitar a sua vida na cozinha, sem prejudicar a saúde. “O ovo também é um ótimo coringa. É barato, prático, nutritivo e gostoso. Pode virar uma omelete muito completa se for incrementada com verduras ou legumes ralados ou picados. Cozido pode complementar os lanches dos intervalos. Pode ser frito ou mexido, com azeite no café da manhã ou nas refeições principais…basta usar a criatividade”.

 

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Repórter da Revista Nova Família. Jornalista formada pela Universidade Paulista, possui experiencia em produção e reportagem de TV, além de jornal e assessoria de imprensa com foco em construção de autoridade. Buscou formações ainda na área de planejamento financeiro pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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