Vítima de bullying pode desenvolver distúrbios mentais

Sad pupil being bullied by classmates at corridor

Por Francisca de Lima

Intimidação, exclusão e ofensas. Uma rotina de violência que destoa da atmosfera de colaboração e aprendizagem que deveria prodominar nas escolas. Mas é uma realidade ao redor do mundo. Crianças agredidas por colegas com frequência podem acreditar no que é dito sobre elas e acabar internalizando essa crença. O resultado: medo da escola, expectativas negativas para o futuro ou pensamentos suicidas.

Até 30% das crianças e jovens são ofendidos em sua vida escolar por colegas, perseguidos, discriminados e marginalizados – este também é conhecido como bullying. Para algumas crianças, essas pressões pesam tanto que desenvolvem graves transtornos mentais, como ansiedade escolar, expectativas negativas para o futuro ou pensamentos suicidas.

Se uma criança é repetidamente marginalizada, insultada e desvalorizada, isso pode levar a um comprometimento significativo da autoestima. As vítimas começam a internalizar o que é dito sobre elas, e esse tipo de pensamento negativo favorece o desenvolvimento de transtornos de ansiedade e depressão. As crianças que sofrem bullying são muitas vezes envergonhadas, mais tímidas, solitárias e inseguras.

Se uma criança diz que não quer ir para a escola de manhã reclamando de alguma dor ou de repente começa a fazer um trajeto diferente para a aula, pode ser que esteja se sentindo intimidada. Outros sinais são materiais escolares danificados ou desaparecidos, ou até mesmo marcas de agressão no corpo da criança. Se houver qualquer suspeita, os pais devem conversar com a criança e incentivá-la a relatar a situação e seus sentimentos.

O apoio emocional da família é fundamental. Os pais ou responsáveis também devem falar sobre todos os pontos fortes da criança para que ela tenha mais auto-confiança diante dessa situação. Igualmente importante é a cooperação com a escola, promovendo a integração dos colegas de classe e exercícios de dramatização e simulação para mostrar os efeitos do bullying. Atividades que propõem a troca de papéis entre quem pratica e quem sofre bullying provocam uma mudança de perspectiva e mostram as consequências do bullying sobre as vítimas.

Francisca de Lima é psicoterapeuta e coach-mental
Vive em Hamburgo, na Alemanha
Oferece tratamentos – Online
www.praxis-de-lima.de
+49157-38826033

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