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Deficientes auditivos carecem de comunicação clara e integrada, afirmam especialistas

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Hospital Paulista alerta para os desafios enfrentados por surdos no dia a dia

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 10{0b550c19f47f7d91c43d1d9c77fdc14aecedadf1566838e0d4bee94fb62d3a67} da população
mundial tenha algum tipo de deficiência. Trata-se de milhões de
pessoas com algum impedimento de longo prazo, ocasionados por natureza
física, mental, intelectual ou sensorial, que impeça sua
participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de
condições.

  Os especialistas do Hospital Paulista José Ricardo Gurgel Testa
(otorrinolaringologista) e Sabrina Figueiredo (fonoaudióloga) destacam
os desafios enfrentados por deficientes auditivos no dia a dia. “Para
haver uma inclusão mais ampla das pessoas surdas com a sociedade, é
necessário proporcionar uma comunicação integrada e clara a este
público”, explica a fono.



  Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 bilhão de
pessoas contam com algum grau de deficiência auditiva. A estimativa é
que até 2050 este número chegue a 2,5 bilhões em todo o mundo.

  De acordo com Sabrina, a inclusão pode ser realizada por meio da
inserção de legendas em conteúdos como filmes, plataformas
educativas, propagandas ou vídeos que circulem em redes sociais; da
participação constante de intérpretes de Libras (Língua Brasileira
de Sinais); e do apoio às famílias dos pacientes, principalmente as de
crianças com algum grau de deficiência auditiva aguda.

  “A Libras é a segunda língua oficial do Brasil. É importante que as
famílias tenham acesso a ferramentas e estejam preparadas para lidar
com as crianças, aprendendo a linguagem que poderá ser utilizada na
escola, faculdade e depois no trabalho.”

Legislação e inclusão

  As instituições também devem estar preparadas para receber as
pessoas com necessidades especiais. Cada forma e grau de deficiência
requer adaptações específicas em estabelecimentos e ambientes.

  Da mesma forma que um local com escadas e sem elevadores/rampas pode
ser conflituoso para um cadeirante, um ambiente sem sinalização ou
profissionais de Libras pode trazer muitos desafios para o deficiente
auditivo, impedindo até que ele interaja com as outras pessoas.

  No mercado de trabalho, por exemplo, a Lei nº 8.213/1991, conhecida
como Lei de Cotas, prevê uma série de medidas com o objetivo de
inserir e integrar pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Empresas a partir de 100 colaboradores têm a obrigação de empregar
uma parcela de pessoas com algum grau de deficiência. A cota mínima
varia entre 2{0b550c19f47f7d91c43d1d9c77fdc14aecedadf1566838e0d4bee94fb62d3a67} e 5{0b550c19f47f7d91c43d1d9c77fdc14aecedadf1566838e0d4bee94fb62d3a67}, dependendo do total de trabalhadores da empresa.

  Para Dr. Testa, as empresas devem se preocupar em não apenas empregar
a pessoa com deficiência, mas também integrá-la à companhia,
respeitando suas dificuldades e promovendo suas potencialidades.

  “Quando se contrata um funcionário com qualquer tipo de deficiência,
a empresa não está apenas cumprindo a lei. Está promovendo uma
função social, humanitária. É preciso que a área de Recursos
Humanos tenha a sensibilidade de facilitar o ambiente de trabalho, de
acordo com a deficiência do novo colaborador, e capacitar gestores e
demais funcionários, de modo que a pessoa não se sinta acuada,
preterida ou discriminada em seu cotidiano laboral”, finaliza o
especialista.

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, possui
mais de 40 anos de tradição no atendimento especializado em ouvido,
nariz e garganta e durante sua trajetória, ampliou sua competência
para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia
Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para
Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial.

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