Antifrágil

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Antifrágil. Vivemos no mundo VUCA com quatro características: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.

Você já deve ter observado que tudo mudou e a essa altura o business plan que você tinha feito para este ano já foi para a lixeira, as certezas foram substituídas por dúvidas e nem os adivinhos tem coragem de fazer previsões.

A frase “só sei que nada sei”, atribuída a Sócrates, se transformou no mantra do dia.

Conceitos também estão mudando e as palavras acompanham o ritmo.

O networking foi substituído pelo netwaving, aquela história de acumular contatos profissionais para acionar no dia que precisar ficou ultrapassado e é visto como um relacionamento “interesseiro”, o que, cá entre nós, não deixa de ser verdade.

O netwaving é a evolução do networking, o foco é uma relação desinteressada onde você estabelece laços verdadeiros de amizade,  oferece ajuda, conversa e  conhece uma pessoa sem esperar nada em troca.

Além da inteligência emocional agora as empresas buscam pessoas com inteligência relacional, com habilidade para se relacionar com o outro, exercendo escuta ativa, empatia, sem julgamento e capaz de transmitir informações com clareza.

Quantos conflitos seriam evitados se as pessoas soubessem se relacionar de forma harmoniosa? Já vi projetos paralisados por causa de questões pessoais, pela necessidade inútil de querer ser maior que o outro, pela incapacidade de ouvir com atenção.

A resiliência é aquela propriedade física que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após sofrerem uma deformação elástica. O dicionário também define como a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar às mudanças.

Você já me ouviu dizer que a resiliência é uma das características mais procuradas nos líderes?

Vivemos em constante aprendizado e mudanças, e a  resiliência foi ultrapassada pela  antifragilidade.

Em 2012,  Nassim Nicolas Taleb publicou o livro ” Antifrágil: Coisas que se beneficiam com o caos”, um novo conceito, o patamar acima da resiliência.

Agora não basta ser capaz de cair e voltar como antes, a pessoa antifrágil sofre a queda e retorna melhor. Na verdade, é aquele tipo que quanto mais apanha mais se fortalece.

Encara a imperfeição, aceita que os erros acontecem e corrige o mais rápido possível, muda a rota mesmo com o avião em pleno voo.

Sabe enfrentar os riscos,  fracassa e aprende com os erros, sem medo de ser feliz.

Não sei você, mas quando me sinto indignada ou injustiçada, quando dizem que não vou conseguir,  questionam minha capacidade, me chamam de incompetente ou me roubam, a minha resposta é uma explosão de energia. É um combustível para que eu reaja com uma força descomunal.

A forma como você transforma o caos a seu favor é o que te faz antifrágil.

Vamos aproveitar as incertezas e turbulências da vida e inovar, criar novas saídas e se reinventar.

No passado diziam que as mulheres eram o sexo frágil… O resultado? Nós revolucionamos o mundo, enfiamos o pé para abrir portas, fizemos nossas vozes serem ouvidas, ensinamos que nem sempre é possível ganhar mas dá para continuar em pé.

Olhamos para aqueles que dizem que o importante é vencer, estes provavelmente permanecerão envergonhados, caídos e derrotados sem força para levantar.

Prefiro ser do tipo que ao invés de sobreviver VIVE com todos os defeitos, medos e incertezas mas que continua na luta.

Nós somos as antifrágeis!

*Por Lilian Schiavo Arquiteta formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, bacharel em administração hospitalar pelo IPH – Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento Hospitalares e pós graduada em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Grande experiência em administração na área da saúde, diretora do Sindicato dos Hospitais, juíza classista na Justiça do Trabalho e voluntária em ONGs. Atual presidente da OBME- Organização Brasileira de Mulheres Empresária.

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