Aparelho depois dos 30?

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Aparelho depois dos 30? Modelos invisíveis são os mais procurados como tratamento ortodôntico

Dentista Eglisson Rodrigues explica como o procedimento funciona, as indicações e vantagens.

Usar aparelho ortodôntico pode ser um problema para muitas pessoas na idade adulta, já que na maioria dos casos esta faixa etária não se sente à vontade para exibir um sorriso metalizado. Uma das opções mais procuradas por este público são alinhadores invisíveis, um tratamento ortodôntico que combina tecnologia com discrição e eficácia.

Segundo uma pesquisa apresentada pela Associação Paulista de Ortodontia, cerca de 40% a 50% dos pacientes que usam os aparelhos invisíveis, atualmente, tem idade superior a 30 anos, o que representa aumento de 40% de novos aparelhos ortodônticos na última década.

De acordo com o dentista Eglisson Rodrigues, da Crie Odontologia, os aparelhos invisíveis, estruturas removíveis feitas com acetato transparente, nada mais são do que aparelhos ortodônticos móveis e realmente são muito utilizados por adultos. “Eles fazem a correção dos dentes, desde as mais simples até algumas mais complexas. Eram chamados alinhadores invisíveis, porque até algum tempo, só tratavam casos simples, porém hoje já chamamos de aparelho praticamente invisível, e o leque de indicações é crescente a cada dia”, explica.

Em relação às indicações, apesar de uma das principais queixas serem o desalinhamento dentário, o especialista afirma que cada caso deve ser analisado. “São indicados para quase todos os tipos de tratamentos ortodônticos, porém, é necessária uma avaliação prévia de um ortodontista credenciado para esse tipo de aparelho”, afirma Eglisson.

Há alguns modelos de aparelhos invisíveis, segundo o especialista. Uns tem uma construção totalmente manual e por isso estão suscetíveis a falhas humanas e outros fazem isso de forma totalmente digital. “O digital realmente é o melhor e é o que eu faço com meus pacientes pela sua eficácia. Projetamos previamente no computador como deverá ficar o sorriso do paciente, assim ele pode até ponderar sobre alguma queixa específica estética e solicitar ao ortodontista, como, por exemplo, o desejo de não ter mais espaços entre os dentes”, esclarece o especialista.

Uma vantagem do procedimento é o tempo de tratamento que, por se tratar de um planejamento digital, milimétrico, tende a ser muito mais rápido, já que otimiza a movimentação ortodôntica e tem etapas pré-definidas. “Existem casos bem simples que podem ser tratados em 3 meses e meio, até casos um pouco mais complexos que podem ter uma duração de 7 a 12 meses, poucos casos precisam de um período de tratamento maior do que isso. Uma outra vantagem bem importante é na saúde da gengiva, por se tratar de um aparelho móvel, ele deve ser removido para a higienização, escovação e fio dental e, posteriormente, recolocado nos dentes”, completa.