Arrecadação de direitos autorais de músicas cai 50% durante pandemia

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Arrecadação de direitos autorais de músicas cai 50% durante pandemia

Assim como ocorreu em todos os setores da economia, o serviço de arrecadação de direitos autorais no Brasil foi fortemente afetado pela pandemia de covid-19. Ao intermediar a relação entre compositores, intérpretes, editores e produtores fonográficos e os canais e espaços públicos que tocam música, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) assegura o sustento de milhares de aristas brasileiros, mediante o recolhimento de direitos autorais anualmente. Em 2019, o Ecad distribuiu R$ 986,5 milhões para 383 mil compositores, artistas e demais titulares, além das associações. Porém a pandemia provocou uma queda de 50% nos meses de abril a junho e agora julho, segundo Isabel Amorim, superintendente executiva do escritório.

Como boa parte desses estabelecimentos teve de fechar as portas em meados de março, vários shows foram cancelados. A arrecadação no país caiu 50% nos meses de abril, maio, junho e agora julho. Estamos falando de um dos segmentos que mais sofreram durante a pandemia. 

Tomamos várias medidas. A primeira delas foi ter certeza de que nossos funcionários estariam em segurança, que poderiam trabalhar de casa em home office. Até porque precisamos continuar trabalhando para arrecadar e distribuir. Com apoio da gestão coletiva da música no Brasil, composta pelas associações Abramus, Amar, Assim, Sbacem, Sicam, Socinpro, UBC e o Ecad que aprovou em março um plano emergencial para apoiar financeiramente compositores e demais artistas de todo o país. Conseguimos trabalhar de forma muito ágil, mas para isso foi necessário tornar a equipe mais eficiente. E não estamos falando de um milagre. Os músicos não vão receber pelos shows que poderiam estar acontecendo. Isso vai refletir em toda a arrecadação e receitas dos músicos do próximo semestre.
Com o crescimento e o fenômeno das Lives pelas redes sociais deu um alento para a classe artística e com isso gerou novas oportunidades.

Todos tiveram que se reinventar para se ocupar durante o isolamento, e, obviamente, também pensando como um negócio. As lives já existiam, do ponto de vista tecnológico. Não é nada novo no modelo de entretenimento e negócios.

Quando veio toda essa situação da pandemia, o volume de Lives se tornou exponencial.

Como fica a receita das Lives? O faturamento vem, basicamente, de publicidade. Quando esse mercado cai, a renda também é interrompida.

O Ecad tem  um dos maiores bancos de dados referentes à música da América Latina. São 12 milhões de obras musicais, 8 milhões de fonogramas, 178 mil obras visuais, 586 mil espaços e canais que utilizam música, como hotéis, academias, emissoras de tv e rádio, hospitais, restaurantes, entre outros.

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