Cirurgia plástica: o que levar em consideração?

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De acordo com dados da Sociedade Brasileia de Cirurgia Plástica (SBCP), em 2017 houve um aumento de 23% no número de cirurgias plásticas com fins reconstrutores. Já as cirurgias para fins estéticos, tiveram um aumento de 8%. Os dados são um comparativo com o ano de 2014, quando o último balanço foi divulgado.

O aumento vai na contramão da crise financeira que assola o país. Segundo o cirurgião plástico e membro da SBCP, Dr. Pablo Rassi Florêncio, os brasileiros, de forma geral, são vaidosos com a aparência física.. Somado a isso, o acesso aos cirurgiões plásticos tem se tornado cada vez mais fácil. Os dois motivos tem  permitido o aumento dos procedimentos estéticos e reparadores.

Para o médico, a intervenção só cirúrgica só passa a ser um problema em três casos. “Quando as cirurgias são realizadas sem indicação médica ou em pacientes com problemas de saúde que contraindiquem o procedimento. Em pacientes com a autoimagem prejudicada (que acham que a cirurgia resolverá o problema do casamento ou ajudará a reconquistar alguém, por exemplo). Ou por profissionais que não tenham passado pelo treinamento adequado em cirurgia plástica”, explica o especialista.

É importante explicar que para ser cirurgião plástico o especialista precisa cursar seis anos de medicina, dois anos de cirurgia geral e três anos de cirurgia plástica. Além de ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

A cirurgia plástica e a idade

De acordo com Florêncio, a realização de procedimentos em pessoas mais jovens não obrigatoriamente consiste em um problema. O importante é que para aquela área a ser tratada, o desenvolvimento do corpo já tenha atingido um grau de maturação adequado. “Por exemplo, a otoplastia (cirurgia para orelha em abano) pode ser realizada após os 5 ou 6 ano. Isso porque que o crescimento das cartilagens da orelha já atingiram a maior parte do seu desenvolvimento. Evitando assim que a criança entre em no ensino fundamental com uma alteração física que possa trazer repercussões psicológicas negativas”, explica.

O que se peguntar antes de marcar a cirurgia  

Segundo o especialista, o primeiro passo é só fazer o procedimento depois de ter certeza que o desejo não foi gerado por uma insatisfação momentânea. “Precisa ser uma decisão bem amadurecida e tomada em conjunto com os familiares. Eles terão papel importante no auxílio do paciente depois da cirurgia”, diz.

Dito isso, Florêncio lista o guia a se seguir:

– Procurar um cirurgião plástico capacitado e que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

– Não escolher o profissional por preço ou baseado em “indicações” obtidas na internet ou redes sociais. “Muitas vezes, esses grupos podem ser manipulados para o benefício de profissionais específicos e antiéticos”, alerta.

– Ser sincero e claro quantos às suas expectativas com seu médico.

– Não esconder fatores de risco e hábitos que possam trazer complicações evitáveis. Como doenças na família ou pessoais, uso de anticoncepcionais ou outros medicamentos, uso de drogas ou tabaco, entre outros.

– Seguir as orientações de exames pré-operatórios e cuidados no pré e pós-operatório solicitados pelo seu cirurgião plástico.

– Complicações menores e maiores podem acontecer em qualquer tipo de cirurgia e, na maioria das vezes, são independentes da técnica e condutas de seu cirurgião. Confie nele para solucionar da melhor maneira possível esses problemas.