Colo e atenção ajudam a criar adultos mais felizes, a “criação com apego”

Colo e atenção ajudam a criar adultos mais felizes, a

Colo e atenção ajudam a criar adultos mais felizes, a “criação com apego”

Quando nasce o bebê, os pais ficam tão encantados que querem carregá-lo o tempo todo no colo, mantê-lo por perto e demonstrar todo o seu amor. Natural diante de uma chegada tão esperada e desejada, não é mesmo? Mas, até alguns anos atrás, o excesso de colo era malquisto por muitos especialistas, que acreditavam que a criança crescia mimada e dependente de atenção.

Hoje, pesquisas indicam justamente o contrário: dar colo, acalmar o choro, amamentar em livre demanda, embalar o sono e dar atenção ao bebê faz com que ele cresça mais seguro, empático e feliz. “Chamamos isso de ‘teoria da criação com apego’, pois é baseada em aconchego, carinho e com vínculos emocionais bem estabelecidos com os pais e cuidadores – o que acabará se refletindo no comportamento e nos relacionamentos dessa criança na vida adulta”, diz a médica pediatra Dra. Thais Bustamante, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Dra. Thais conta que a teoria nasceu nos Estados Unidos na década de 1950, onde chama “attachment parenting”, por meio de um psicólogo chmado John Bowlby que notou que os bebês precisam se sentir seguros no início da vida. Por isso, sua teoria defende que o contato físico com o bebê deve ser mantido até o momento em que a criança opte por não querer mais ficar grudadinho nos pais.

“Esse contato estimula o desenvolvimento da criança de forma global – físico, emocional, neurológico -e há até uma ONG estrangeira que difunde que toda criança precisa de proximidade, proteção e previsibilidade para poder se desenvolver plenamente”, conta Dra. Thais.

Algumas das premissas seguidas pela teoria da criação com apego são importantes, como a amamentação em livre demanda, conversar com o bebê, atender seu choro e usar o sling. Outras, demandam atenção. “A teoria diz que o bebê deve dormir no mesmo quarto dos pais por, pelo menos, seis meses, para que suas necessidades noturnas sejam atendidas rapidamente. Muitos pais optam pela cama compartilhada e isso pode colocar a vida do bebê em perigo. É preciso atenção mais do que redobrada para seguir essa parte da teoria”, alerta a pediatra.

Conforme o bebê cresce, suas necessidades começam a diminuir e, com isso, os pais ganham uma folga também. A criação com apego não significa, no entanto, que a criança não possa se frustrar ou que tenha que ser atendida prontamente sempre. “O equilíbrio é a chave para tudo na vida, em especial na criação dos filhos. Demorar alguns minutos para atender ao choro em uma situação controlada, na qual sabe-se que o bebê está bem e seguro, não vai lhe causar nenhum mal e ele vai aprender que nem sempre terá tudo no momento em que quer. Cada momento deve ser observado individualmente”, conclui a médica.

*Fonte: Dra. Thais Bustamante – Pediatra e Neonatologista – Pediatra e Neonatologista pela UNESP – Mestre em Cirurgia Pediátrica UNESP – Pós Graduada em Nutrição Pediatrica pela Boston Medicine University

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