Como a sexualidade reflete conflitos ancestrais

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Traumas familiares não-resolvidos podem afetar relacionamentos

Ao longo da história, como sabemos, as mulheres em grande parte enfrentaram situações de humilhação impostas pela sociedade. Podemos citar as tribos que roubavam fêmeas da tribo vizinha para a sobrevivência de seu próprio povo e para o desfrute dos seus guerreiros, como ainda acontece entre grupos do Boko Haram, por exemplo. O instinto de estuprar mulheres e homens do exército inimigo também foi permanente por muito tempo, com o objetivo de gerar filhos entre os rivais, além de enfraquecer sua masculinidade.

Tantos traumas emocionais não-processados ou não-resolvidos pelas mulheres da ancestralidade ficam armazenados nas células do corpo e memória, sendo transferido ao longo das gerações. Muitos desarranjos na vida afetiva e sexual podem ter sua causa devido aos mecanismos de sobrevivência que desenvolvemos para responder emocionalmente a um trauma no sistema familiar. Em especial nós, mulheres, que geramos a vida, trazemos impressas em nossas células emoções de negação e rejeição do masculino, reverberando problemas no sistema reprodutor e a dificuldade em cultivar relacionamentos afetivos. Segundo as Leis Sistêmicas, o conflito atual serve ao sistema familiar para trazer luz a determinada situação vivida na ancestralidade e que ficou sem solução. A cura envolve desenvolver estratégias saudáveis ​​de resposta emocional com os outros e a capacidade de auto acalmar e trabalhar o amor-próprio.

A repetição de problemas familiares é uma forma inconsciente de amor e lealdade ao sistema ao qual a mulher pertence, afirmam especialistas. Ela sente, sem saber bem o porquê, uma obrigação de ter que carregar o que os outros membros sofreram ou ficaram devendo ao grupo familiar. Um exemplo clássico é quando a mulher tem um relacionamento feliz mas não consegue vivê-lo em sua plenitude, pois está indo contra um padrão familiar. Para casos semelhantes, a cura e a reconciliação estão além da consciência moral. A solução será escolher fazer diferente, usando o livre arbítrio e o direito de ser uma pessoa feliz e realizada.

Sobre as Leis Sistêmicas

Fruto de anos de observações iniciadas pelo filósofo e pedagogo alemão Bert Hellinger quando era missionário católico na África do Sul, a Constelação Familiar Sistêmica resultou em pesquisas junto à famílias, empresas e organizações. Elas têm como principal fundamentação a necessidade de que determinadas ordens sejam seguidas dentro de cada sistema, a partir do familiar, para que exista paz e harmonia em nossa vida. A técnica propõe um novo olhar para a solução de problemas de origem sistêmica (emocionais, de relacionamento entre um casal ou irmãos, tipos de vícios, dificuldades diversas, traumas, dentre outros).

Constelações familiares e empresariais
Coach Cirlene Correia
www.cirleneccorreia.com.br