Águas de março: como se proteger de enchentes em casa, na rua ou no carro

Enchentes em São Paulo

As tempestades que tomaram a cidade de São Paulo na primeira semana de março já provocaram 12 mortes, mais de 50 deslizamentos e 155 quedas de árvores. Só entre os dias 1 e 11, a cidade acumulou 90% do total de chuva esperado para o mês todo.

Até a manhã da segunda-feira, 11, choveu na cidade 160,8 mm; a média esperada para o mês é de 177,4 mm. Entre as 19h do domingo, 10, quando começou a chuva mais intensa, até as 7h de segunda, foram 57,8 mm, volume correspondente a 32,6% da média.

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil registraram 601 ocorrências de enchentes. Os locais mais afetados foram Vila Prudente, Ipiranga e avenida do Estado, por conta do transbordamento do rio Tamanduateí.

A previsão é de mais chuva durante a semana, então é bom ficar atento às orientações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil para proteger a família em situações de risco.

Confira o que fazer em casa, na rua ou de carro:

NA RUA
  • Evite ao máximo transitar em áreas alagadas. Terrenos acidentados, buracos e bueiros abertos, assim como fiação elétrica exposta podem causar acidentes graves;
  • Ao encontrar-se em ruas alagadas, procure se proteger o máximo possível para evitar o contato com a água. Use calçados ou improvise, com sacos plásticos, proteção para as pernas;
  • Ande junto a muros e paredes, preferencialmente seguro por cordas ou sendo auxiliado por outras pessoas. A força das águas em locais inclinados é incontrolável;
  • As águas de enchentes são pesadas e violentas e oferecem grande risco de contaminação. Mesmo que você saiba nadar bem, não se arrisque em travessias ou brincadeiras;
  • Evite cruzar pontes onde o nível do rio subiu;
  • Não se abrigue embaixo de árvores e se mantenha distante de postes;
  • Não se aproxime de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas e trilhos;
  • Não se abrigue debaixo de árvores isoladas;
  • Não tome água ou coma alimentos que estavam em contato com as águas da enchente.

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NO CARRO
  • Ao primeiro sinal de chuva forte, evite sair de casa. Não corra riscos desnecessários. No entanto, se já estiver no trânsito, fique atento;
  • Aos primeiros sinais de enchente, procure áreas elevadas para estacionar e aguarde o nível da água baixar;
  • Ande devagar, aumente a distância do veículo da frente e não feche os cruzamentos;
  • Sintonize seu rádio no noticiário local e procure informações sobre as áreas com enchentes;
  • Não pare o carro próximo a árvores ou postes;
  • Evite áreas alagadas. As poças podem esconder crateras. Se for inevitável, ao atravessá-las, mantenha aceleração contínua em primeira. Em hipótese alguma a água pode entrar pelo cano de descarga;
  • Aguarde que o carro que esteja a sua frente transponha a área alagada para, em seguida, proceder a sua travessia;
  • Não fique próximo a caminhões ou ônibus. Veículos de grande porte provocam marolas que podem alagar o seu carro e fazer com que perca o controle da direção;
  • Se o nível da água atingir o batente inferior da porta é hora de abandonar o veículo. Com água acima das rodas, o carro começa a boiar e fica sem controle. Se alcançar as janelas, ocorre o bloqueio das portas, impedindo a saída e, pior, dificultando o resgate.
EM CASA
  • Caso você esteja em uma área de baixada, sujeita a enchentes, ao primeiro sinal de aumento do nível de água, abrigue-se em locais altos e secos;
  • Peça ajuda para ao departamento ambiental da sua cidade para solicitar poda ou corte de árvores próximas à sua residência que ofereçam risco de queda;
  • Não plante nos morros bananeira e outras plantas de raízes curtas. As raízes dessas árvores não fixam o solo e aumentam os riscos de deslizamentos;
  • Conserte falhas no telhado. Confira o isolamento da fiação elétrica, as calhas de escoamento e a fixação das telhas;
  • Verifique se há sinais de infiltrações na casa, rachaduras nas paredes e no chão;
  • Armazene água potável em tonéis devidamente vedados;
  • Acompanhe os alertas da Defesa Civil e siga suas orientações caso precise abandonar a casa;
  • Guarde os documentos em um compartimento impermeável, para facilitar na hora de abandonar a residência;
  • Fique longe de tomadas, canos, janelas e portas metálicas;
  • Evite contato com água de enchentes. É comum ocorrer contaminações como leptospirose e doenças de pele. Ao primeiro sintoma mal-estar ou dores (abdominais, nas pernas ou na cabeça), procure a unidade de saúde mais próxima;
  • Desligue equipamentos elétricos e eletrônicos, feche o registro do gás e da água;
  • Mantenha um membro da família atento e vigilante ao nível de subida das águas, mesmo à noite;
  • Tenha sempre lanternas e pilhas em condições de uso. Não use velas, lamparinas a álcool ou similares;
  • Feche portas e janelas da casa ainda que seja necessário o abandono para evitar a entrada de escombros e de animais peçonhentos;
  • Avise os vizinhos em caso de súbita elevação das águas;
  • Não use telefone fixo, apenas aparelhos sem fio;
  • Se houver muita infiltração na casa e acontecer rachaduras nas paredes ou escutar algum barulho estranho, abandone a residência e entre em contato com a Defesa Civil.

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