Congelamento de óvulo teve aumento de 189% nos últimos cinco anos

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Levantamento da Huntington Medicina Reprodutiva mostra que triplicou o número de pacientes que congelaram seus óvulos no período

A técnica de congelamento de óvulos vem ganhando cada vez mais espaço nas clínicas de reprodução humana. Casais e também mulheres solteiras têm buscado a criopreservação como opção para adiar a maternidade. De acordo com Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que monitora somente a quantidade de embriões congelados no Brasil, o número em 2017 foi de 75.557 – aumento de 13% em relação ao ano de 2016, quando 66.597 embriões foram congelados.

Na Huntington Medicina Reprodutiva, o levantamento dos últimos cinco anos mostrou que praticamente triplicou o número de pacientes que congelaram seus óvulos. No ano de 2012, 122 mulheres realizaram o processo de congelamento dos óvulos. Já em 2017 o número saltou para 353 pacientes – aumento de 189% nos casos de criopreservação.

Médicos especialistas em reprodução humana afirmam que se as mulheres querem adiar a gravidez o ideal é que congelem seus óvulos até os 35 anos – idade em que eles são mais novos e têm mais qualidade. Mas nas clínicas de reprodução assistida é comum mulheres procurarem pelo procedimento de criopreservação aos 37 anos – período em que a mulher apresenta quantidade menor de óvulos e quando a qualidade já pode estar comprometida.

Segundo a Drª Thaís Domingues, médica ginecologista e especialista em reprodução humana da Huntington Medicina Reprodutiva, as mulheres começam a pensar sobre adiar a maternidade quando já estão chegando nos 35 anos. “O ideal seria congelar os óvulos antes dos 30 anos, mas nessa idade ninguém está pensando numa gestação futura”, completa.

Ao deixar para mais tarde a procura pela técnica de congelamento de óvulos, as pacientes podem vir a serem submetidas a mais de um ciclo de coleta e, ainda, podem encontrar um cenário em que os óvulos não têm mais a qualidade necessária para o uso em fertilização in vitro ou inseminação artificial.

Durante o procedimento de estimulação para produção de óvulos, a mulher recebe os hormônios FSH e LH, que já circulam normalmente no organismo. Os efeitos colaterais desse período são irritação, ansiedade e, em alguns casos, um pouco de inchaço.

Os médicos sugerem congelar entre 12 a 15 óvulos para ter uma boa margem para o uso nos procedimentos de reprodução no futuro. “A mulher de 40 anos tem menos estoque ovariano, então é possível que ela tenha de se submeter ao procedimento mais de uma vez para conseguirmos coletar uma quantidade mínima e segura de óvulos”, conclui a Dra. Thais Domingues.

Sobre a Huntington Medicina Reprodutiva

A Huntington Medicina Reprodutiva é uma clínica especializada em reprodução assistida e faz parte do Grupo Eugin, que está presente na América Latina e Europa. A Huntington conta com médicos especialistas em reprodução assistida, prevenção e tratamento da fertilidade vinculados a instituições de ensino e pesquisa no Brasil, Estados Unidos e Europa. Sob a direção dos Drs. Paulo Serafini e Eduardo Motta, oferece medicina ética, transparente e de qualidade. Com localizações estratégicas, as unidades de atendimento da Huntington estão na cidade de São Paulo e Campinas, oferecendo ao paciente instalações e infraestrutura adequadas para a prestação dos procedimentos realizados.