Das pistas de areia batida aos Jogos Olímpicos

Das pistas de areia batida aos Jogos Olímpicos

Ex-aluna Keila Costa, referência nacional nos saltos triplo e em distância quer formar novos atletas olímpicos como educadora física. Oriunda de um projeto social em Abreu e Lima, na região metropolitana de Recife, a ex-aluna do curso de Educação Física da Anhanguera de São Bernardo – unidade Rudge Ramos, Keila Costa não imaginava que os saltos nas pistas de terra batida a levariam a uma trajetória de 25 anos dedicados ao salto triplo com medalhas em jogos panamericanos e disputa de quatro Jogos Olímpicos.

“De todas as minhas conquistas, a maior de todas foi ter me graduado em Educação Física na Universidade Anhanguera de São Bernardo. Hoje pretendo como treinadora e professora poder desenvolver novos talentos do esporte”, comenta a atleta. Dos saltos que dava descalça nas aulas de Educação Física, passando pelas pistas de terra batida, até chegar ao ápice de quatro participações olímpicas, Keila superou muitos desafios, incluindo as lesões causadas do esporte, mas sempre com o sorriso no rosto. Sua brilhante trajetória conta com recorde em salto triplo sulamericano, em 2007, medalhas de prata nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2007) e Toronto (2015), além das diversas competições internacional que participou levando o nome do Brasil.

A primeira semente de Keila como treinadora foi plantada em 2018 com a participação no projeto Caravana do Esporte, que teve apoio da Anhanguera, em São Bernardo do Campo. O evento despertou na atleta olímpica o desejo de realizar algumas atividades esportivas com crianças da rede pública do município.

“As crianças precisam de uma oportunidade. Foi o que eu tive lá em Abreu Lima. Do projeto que vim o foco era a inclusão por meio do esporte, acabei virando atleta. O treinador me levava nas competições e eu acabava me destacando. Ele viu que eu tinha um talento maior para o atletismo e comecei a participar de competições e não parei”, conta Keila, que após a participação nos Jogos Olímpicos em Tóquio, no ano que vem pretende colocar em prática seu sonho como educadora física.

“Fui para Atenas (2004), Pequim (2008), Londres (2012) e Rio (2016). Já passei por muitas emoções, conquistas e também adversidades quando tive lesões nos jogos do Rio. Mesmo assim nunca pensei em desistir. Fiz todo o tratamento, fortalecimento e voltei a treinar e competir forte nas próximas disputas. Depois quero levar o esporte como ferramenta de inclusão, pois sei que transforma vidas”, relata a atleta.

Por Daniela Nogueira

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