Depois dos remédios, produtos de limpeza são a segunda maior causa de intoxicações e envenenamentos acidentais no país

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Depois dos remédios, produtos de limpeza são a segunda maior causa de intoxicações e envenenamentos acidentais no país

Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Sistema Nacional de Informações Toxicológicas (Sinitox). A cada dia, 37 crianças e adolescentes são vítimas de intoxicação por remédios ou produtos de limpeza.

Conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a maioria dos pacientes está na faixa entre um e quatro anos de idade. E a explicação para este dado é simples: na primeira infância, além de não terem noção de perigo, as crianças são muito curiosas e usam a boca como forma de conhecer o mundo que as rodeia. Assim, elas comem e bebem qualquer coisa sem temor.

Para evitar acidentes, recomenda-se guardar produtos e artefatos de limpeza em locais fechados, fora do alcance dos pequenos. “A conservação do produto deve ser feita em local fresco e fechado, longe do alcance das crianças”, orienta Lineu Bueno, diretor industrial da Ecoville, indústria e rede varejista de produtos de limpeza com sede em Joinville (SC). “Na minha casa, os produtos ficam guardados em um armário, sempre em um local mais elevado, exatamente para dificultar o acesso das crianças”, exemplifica.

Entre os adultos, o mais comum é a ocorrência de reações alérgicas, especialmente quando os produtos são mais concentrados. “Produtos mais concentrados devem ser manuseados com luvas plásticas”, explica Bueno. “Algumas pessoas são alérgicas a detergentes, por exemplo. Assim, ao lavar roupa ou louça, devem sempre utilizar luvas”.

Por lei, as embalagens de produtos comercializados no Brasil precisam informar eventuais riscos que apresentam à saúde e à segurança dos consumidores. Assim, recomenda-se aos usuários de produtos de limpeza a leitura dos rótulos e das instruções de uso de cada substância. Em caso de ingestão ou intoxicação acidental, deve-se buscar auxílio pelo Disque-Intoxicação, por meio do fone 0800-722-6001. A ligação é gratuita, e o usuário é atendido por uma das 36 unidades da Rede Nacional de Centros de Assistência Toxicológica distribuídos pelo país.

Por Gabriella Bueno

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