Educação de crianças e adolescentes

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Educação de crianças e adolescentes

Como preparar alunos emocionalmente?

Saiba porque as competências socioemocionais são tão importantes na educação de crianças e adolescentes

O século 21 trouxe com ele uma série de desafios no que diz respeito à formação e às carreiras. Hoje, o mercado e a sociedade requerem pessoas inteligentes emocionalmente, que saibam se posicionar diante de situações difíceis, resilientes e tolerantes.

Mas, enquanto o mundo abre espaço e cobra que os jovens sejam protagonistas de seu próprio desenvolvimento e de suas comunidades, o ensino tradicional ainda responde com modelos formatados apenas para conteúdos didáticos. “Isso pode gerar adultos que se debatam para  trabalhar em equipe, por exemplo na vida profissional,  que tem tendência ao individualismo  e à competitividade. Não é isso que se espera numa sociedade e parece-me que é o mal do mundo atual”, conta Aura Valente, supervisora do Colégio Sion, em Curitiba.

Segundo a educadora Maria Montessori, a educação não deve enfocar funções, faculdades, ou habilidades específicas, mas a personalidade como um todo. Ainda no século passado, ela falava sobre a necessidade de trabalhar com as crianças, desde a idade mais tenra, o desenvolvimento socioemocional para a construção do homem no futuro.

Como funciona?

E de que forma isso acontece na prática? Como crianças pequenas podem desenvolver essas habilidades e encarar o mundo de forma diferente? De acordo com Juliana Boff, coordenadora de ensino do Colégio Sion, algumas ações práticas são:

  • Material de uso comum, onde todos cuidam, organizam, guardam. “Procuramos enfatizar e priorizar o trabalho cooperativo”, conta Juliana.
  • Trabalhos escolares em grupo, trocas de ideias, ajuda mútua. Isso desenvolve a empatia e as relações interpessoais.
  • Liberdade de escolha para os alunos com responsabilidade. “O processo contínuo que dura toda a infância e a adolescência, permite mais recursos socioemocionais para desenvolver o seu papel de cidadão na sociedade na fase adulta”, conta Aura.
  • Ensino pautado no respeito pela personalidade da pessoa e a confiança em suas potencialidades internas.
  • Estímulo aos alunos para explorar e se adaptar ao mundo exterior e, ao mesmo tempo, organizar o seu mundo interior.
Resultado dessa educação

Este processo e  desenvolvimento de competências socioemocionais na escola, permite que crianças e adultos aprendam a colocar em prática as melhores atitudes e habilidades para controlar emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável, entre outros.

De acordo com Aura Valente, no trabalho diário o objetivo deve ser de desenvolver a autonomia, a consciência de si mesmo e de que há outro e este deve ser respeitado. “É assim que se forma o cidadão proativo, que sabe trabalhar em equipe, que toma decisões tendo em vista o bem comum, que é criativo e não coloca a competição como máxima da vida”, completa. “A longo prazo a gente vê que essa proposta forma pessoas mais conscientes e humanas, que sabem respeitar os limites. Sabem conviver com liberdade e responsabilidade. Nosso papel é colaborar com a formação de pessoas capazes de tornar o mundo um lugar melhor”, finaliza Juliana Boff.

atualização em 02/10/2018