Em tempos de crise, siga o líder

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Não é novidade que o Brasil vive uma de suas maiores crises, financeiras e existenciais. O fato é que, com esse papo de demissão para lá e para cá, cada vez mais está se espalhando um sofrimento e angustia não só para os que saem da empresa, mas também para aqueles que ficam. É sobre essa segunda leva que eu quero falar.

Esse clima de desanimo e stress já é algo bem visível em muitas empresas em que, demissões e as férias coletivas forçadas são recorrentes. De longe é possível notar as olheiras dessas pessoas que sobraram e que, justamente por isso, seguem passando suas noites sem dormir pensando nos amigos que já foram, no medo de serem as próximas vítimas, no cansaço pelo acumulo de duas ou mais funções…

Creio que é nessa hora que bons líderes se destacam (ou não). Na minha singela opinião, o que se espera dos líderes quando os cortes acontecem é aquela boa e velha palavra de conforto. Não importa se é um discurso ou uma explicação simples, mentirosa ou não. O que vale é motivar, incentivar e acalmar o coração dos sobreviventes, mostrando que ainda tem um capitão olhando por eles, guiando o barco.

Mas a gente sabe que o que acontece está bem longe disso. Quando todo mundo mais precisa… capitão sumiu! O que resta sim, e aos montes, é a rádio peão correndo solta.
Aos sobreviventes, o clima de tensão vai só aumentando. Profissionais engajados se transformando em panelas de pressão prontas para explodir. E se você está nesse bolo, sinto dizer que só restam duas alternativas: sofrer junto ou fazer alguma coisa por você mesmo.

Nessa fase de salve-se quem puder, a solução, como se vê, não virá de fora. O melhor que pode se fazer é olhar para dentro de si e começar a enxergar formas de melhorar a si próprio.

Como encarar o momento

A primeira descoberta pode ser um choque: pensou que tinha o controle sobre tudo? Dançou! Na verdade, não temos nada nessa vida. Estamos aqui de passagem e como passageiros que somos, nós apenas estamos. Estamos em um emprego, estamos em um relacionamento, estamos nessa vida. Não tente controlar o que não se pode ou o máximo que você vai conseguir é uma úlcera nervosa.

Relaxe, confie e espere pelas respostas. Elas virão, com certeza! Neste momento você não pode fazer nada, mesmo e se achar que pode, faça logo.
Eu, que sempre fui ansiosa, tenho encontrado a paz nesses poucos minutos que dedico ao “olhar para dentro de mim”, esvaziando todo o lixo mental. A medição virou esse momento sagrado em que deixo fluir esse período de vácuo entre uma zona de conforto e outra, para encarar os próximos desafios.

Acha bobagem meditar ou relaxar no meio desse turbilhão todo? Eu respeito completamente a sua opinião. Mas ainda assim, meu conselho é o mesmo: relaxe. Não que isso vá melhorar a sua vida da noite para o dia, já que é um processo gradativo, mas eu garanto por experiência própria que, pelo menos para a próxima entrevista de trabalho, já vai melhorar, e muito, o seu astral e a sua postura.

Para finalizar, uma dica: em tempos de crise (ou não), o melhor líder para conduzir seu caminho sempre será você mesmo. Não fique aí se lamentando e esperando a solução vir do outro. Ela não está lá. Está em você.