Emoções e fatores sociais modificam forma como o cérebro reage a dor

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Congresso Internacional de Osteopatia traz debates sobre a evolução da Neurociência na identificação e tratamento de pessoas com dor crônica

O entendimento sobre como o cérebro processa a dor mudou ao longo dos anos. Antigamente acreditava-se que o cérebro tinha locais específicos que processavam determinadas sensações, como uma área da inteligência, a área da dor, a área das emoções e assim por diante. Os estudos mais modernos entendem que o cérebro é composto por redes interligadas e que dessa forma é possível produzir, ou inibir um estímulos, atuando por novos caminhos. Na prática, entende-se que emoções e fatores sociais tem mais impacto do que se sabia, na forma como os pacientes sentem dor.

O tema abriu o VIII Congresso Internacional de Osteopatia, que reuniu cerca de mil profissionais da saúde, em sua maioria fisioterapeutas.

“Cada vez mais é notório de que não existe um tratamento único para determinado tipo de dor. Seja uma cirurgia, ou um tratamento fisioterapêutico ou osteopático, pois cada cérebro cria um gatilho para disparo de determinada dor, que não está somente ligada ao fator biológico. É preciso extrapolar o tratamento clínico”, explica Rogério Queiroz, diretor executivo da Escuela de OsteopatÍa de Madrid, organizadora do evento.

Diversos estudos apresentados demonstraram que as emoções e influências sociais modificam a forma como o cérebro reage. “Há pessoas com muita dor e pouca lesão, enquanto outras tem pouca dor e muita lesão. Isso significa que o problema não é estritamente biológico”, pondera Edmur Paranhos Junior, fisioterapeuta mediador de um dos debates do dia.

Na prática, a ciência tem cada vez mais evidências sobre a participação das emoções e crenças do paciente em sua melhora. Outra questão em debate foi a efetiva mudança de hábitos, como a adoção da prática de exercícios físicos e opções alimentares saudáveis. Esse tipo de mudança também gera consequências neurológicas benéficas e não somente físicas, que contribuem para o bem-estar em geral.

*Por EOM

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