Engenharia, administração, economia e ciências da computação são as graduações mais procuradas por brasileiros nos EUA

Engenharia, administração, economia e ciências da computação são as graduações mais procuradas por brasileiros nos EUA

Estudar fora do país é o desejo de muitos jovens, tanto que – apenas em 2018 – mais de 50 mil brasileiros iniciaram a graduação no exterior. O número foi 37,7% maior do que em 2017, de acordo com a pesquisa Selo Belta 2019, da Associação das Agências Brasileiras de Intercâmbio (Belta). Antes de escolher entre renomadas faculdades como Harvard, MIT ou Stanford, é importante definir qual o curso pretendido. Para auxiliar nesse processo, a consultoria educacional Crimson Education (www.crimsoneducation.org [2]) orienta como tomar a melhor decisão.

A oferta e qualidade de curso variam de uma instituição para outra, por isso, esse é um dos primeiros passos para quem almeja fazer a graduação no exterior. “Há alunos que sonham em estudar Administração em Harvard – porém, a universidade oferece o curso somente como pós-graduação”, diz Laila Parada Worby, gerente da consultoria no Brasil. Ainda não decidiu qual área irá seguir? As dicas abaixo ajudarão na escolha:

1. AVALIE SUAS PAIXÕES, INTERESSES E COMPETÊNCIAS: Sejam acadêmicas ou sociais, ao mapear as principais _skills_ é possível buscar carreiras em que elas serão usufruídas. “Foque no que você faz bem e gosta de fazer! Não adianta um aluno que sempre teve dificuldade em Matemática escolher Engenharia só pelo fato de ser uma área considerada lucrativa”, aconselha a gerente.

2. BUSQUE OPORTUNIDADES FORA DA SALA DE AULA: Ter experiências práticas sobre potenciais carreiras ajudam o estudante a entender a futura rotina profissional. Para isso, é válido participar de programas de férias no exterior, atividades extracurriculares, fóruns de profissões no colégio e também conversar com familiares e amigos que atuam nas áreas de interesse.

3. PESQUISE SOBRE O MERCADO DE TRABALHO: Por meio de buscas na internet e em contato com professores e especialistas é possível entender quais são as áreas com potencial de crescimento nos próximos anos e quais estão ficando saturadas. Em 2018, mais de 60% dos alunos atendidos pela Crimson Education se candidataram [2] à cursos relacionados a exatas e tecnologia. “Engenharia, Administração, Economia e Ciências da Computação são áreas que oferecem muitas oportunidades para construir a carreira, tanto dentro uma empresa quanto empreendendo”, comenta Laila.

4. EM CASO DE DÚVIDA, FAÇA UM TESTE DE CARREIRA: Há diversas análises que, entre outros aspectos, mapeiam as áreas de interesse do estudante, entendem os pontos fortes e a melhorar, valores, construindo assim, _insights_ sobre quais áreas se adequam ao perfil do jovem. De preferência, esses testes devem ser analisados com o apoio de um profissional de _coaching_ ou orientação.

5. NÃO HÁ ESCOLHA ERRADA: “Muitos estudam um curso e acabam trabalhando em diversas outras áreas, seja aprendendo novas competências dentro do trabalho ou voltando à sala de aula por meio de especializações”, tranquiliza a especialista. O primordial é desenvolver o pensamento crítico, a comunicação oral e escrita, saber como pesquisar e apresentar novas informações, e acima de tudo: manter-se em contínuo aprendizado.

Uma das vantagens das universidades nos Estados Unidos é que o aluno pode decidir o curso em até dois anos após o início da graduação e nesse período, são abordadas matérias que exploram diferentes áreas de interesse. “Apesar dessa flexibilidade, para garantir uma sintonia melhor com o programa acadêmico da universidade e também facilitar o processo de admissão, o ideal é que o estudante já tenha uma boa ideia sobre qual curso pretende estudar”, recomenda Laila.

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