Estréia “O Inoportuno”, de Harold Pinter, Teatro do 4 – RJ

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A peça homenageia o ator, diretor, dramaturgo, poeta e roteirista inglês no ano em que se completam 10 anos de sua morte

Harold Pinter

 

ESTREIA: dia 16 de novembro (6ªf), às 21h
SESSÃO PARA CONVIDADOS (ABERTA AO PÚBLICO): dia 19 de novembro (2ªf), às 21h
LOCAL: Teatro dos 4 / Shopping da Gávea
            Marquês de São Vicente, 52/2º piso – Gávea / RJ Tel: (21) 2239-1095

HORÁRIOS: 6ª e sábado às 21h, domingo às 20h / INGRESSOS: R$80,00 e R$40,00 (meia) / HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA BILHETERIA: 2ª e 3ª das 14h às 20h, 4ª a domingo das 14h até o início da última sessão do dia
/ VENDAS POR INTERNET: www.ingressorapido.com.br
/ CAPACIDADE: 402 espectadores
/ DURAÇÃO: 90 minutos
/ GÊNERO: drama-comédia
/ CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos
/ TEMPORADA: até 23 de dezembro

Duas sessões extras: dia 19 de novembro para convidados, com venda de ingressos, e dia 20 de dezembro (5ªf), no último final de semana da temporada.

“O Inoportuno”, de Harold PinterA peça O INOPORTUNO (“The Caretaker”), uma das mais importantes do dramaturgo inglês Harold Pinter (1930-2008), estreia dia 16 de novembro no Teatro dos 4. A montagem homenageia, neste ano em que se completam 10 anos de sua morte, um dos maiores autores de teatro do século XX, e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 2005.

A peça tem direção de Ary Coslov, hoje considerado um maiores conhecedores da obra de Pinter no Brasil. Já ganhou os Prêmios Shell e APTR de Melhor Direção em 2008 pela montagem de “Traição”, do autor inglês, além de dirigir os espetáculos “Pinteresco”, que reunia 12 peças curtas do autor, e “A Estufa”. A tradução do texto é de Alexandre Tenório.

O elenco de O INOPORTUNO é encabeçado por Daniel Dantas, ao lado de Andre Junqueira e Well Aguiar. Daniel Dantas tem mais de 40 anos de carreira no teatro, onde começou como integrante do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, em “O Inspetor Geral”, de Gogol, em 1975. Desde então, acumula dezenas de espetáculos importantes com diretores como Aderbal Freire Filho, Victor Garcia Peralta, Bia Lessa, Amir Haddad, entre outros. Em 1991, ganhou o Prêmio Molière de Melhor Ator pelo seu trabalho em “Baile de Máscaras”, de Mauro Rasi. Na televisão, entre novelas e séries, atuou em mais de 40 produções. No cinema, são mais de 20 filmes com diretores como Monique Gardenberg, Sandra Werneck, Hugo Carvana, Sergio Bianchi, João Jardim, entre muitos outros.

O INOPORTUNO, originalmente conhecida como “O Zelador”, foi escrita em 1959 e encenada em Londres no ano seguinte com enorme sucesso, tornando-se a obra mais conhecida do autor. De maneira cômica e beirando o humor negro, a peça questiona valores como confiança e cumplicidade, supostamente existentes entre as pessoas obrigadas a conviver diariamente.

No Brasil, o texto foi montado pela primeira vez em 1964 pelo grupo Decisão, com direção de Antônio Abujamra (1932-2015), sendo então um grande sucesso de crítica naquele ano. Na época, Abujamra e o grupo decidiram usar “O Inoportuno” como título, o que esta nova montagem de Ary Coslov também faz, como forma de homenagear o saudoso diretor, falecido há três anos.

Quando assisti pela primeira vez a uma montagem de um texto de Harold Pinter, no início de minha carreira como ator, em 1964, justamente ‘The Caretaker’ – com o mesmo título que estamos usando agora, “O Inoportuno”, produção do Grupo Decisão – foi um grande impacto, por conta de sua qualidade excepcional e de todas as inovações que apresentava. Agora, com ‘O Inoportuno’, dirijo pela quarta vez textos de Pinter e me sinto profundamente tocado por esse fato. Considero Harold Pinter, junto com William Shakespeare e Anton Tchekhov, um dos maiores dramaturgos da história do teatro. Ter contato com uma obra sua é ter contato com a essência do teatro, que significa mobilizar o espectador por conta tanto de suas emoções quanto de seus pensamentos. Em tempo: dar o título de ‘O Inoportuno’ é, de certa forma, uma homenagem a Antonio Abujamra, que foi quem dirigiu aquela montagem de 1964 que marcou minha vida profissional.”, conta o diretor.

SINOPSE

Mick (Well Aguiar) divide um apartamento com seu irmão mais velho Aston (André Junqueira). Este traz para dentro de casa Davies (Daniel Dantas), um velho, supostamente um mendigo, que resgatou numa briga em um bar. Com pena do homem, Aston lhe oferece a casa como abrigo até que ele se recupere fisicamente e consiga organizar seus documentos, ora extraviados. Ao longo da trama, obrigados a conviver mais próximos do que desejariam, os interesses, mentiras e conflitos vão se revelando e provocando mudanças no comportamento dos personagens, que navegam entre amor e ódio, pena e repulsa, solidão e tristeza.

A MONTAGEM

O cenário de Marcos Flaksman recria o ambiente caótico e opressor de um pequeno cômodo decadente. Roupas e caixas espalhadas, acumulação de objetos sem aparente utilidade, eletrodomésticos que não funcionam, e duas velhas camas. Os figurinos de Kika Lopes tem aparência desgastada e são atemporais, uma vez que a montagem eliminou as referências ao período pós-guerra contidas no texto. A luz é de Paulo Cesar Medeiros e a trilha sonora de Ary Coslov.

 

FICHA TÉCNICA

TEXTO: Harold Pinter
DIREÇÃO: Ary Coslov
TRADUÇÃO: Alexandre Tenório
ELENCO: Daniel Dantas (Davies), André Junqueira (Aston) e Well Aguiar (Mick)
ILUMINAÇÃO: Paulo César Medeiros
CENÁRIO: Marcos Flaksman
FIGURINO: Kika Lopes
TRILHA SONORA: Ary Coslov
FOTOS: Leo Ornelas
DESIGN GRÁFICO: Alexandre Munner
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: André Junqueira
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Well Aguiar
PRODUÇÃO: Adriana Gusmão
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Rodrigo Simões
PROMOÇÃO: Rede Globo e JB FM
APOIO: Everest Rio Hotel
REALIZAÇÃO: Enigma Eventos Filmes e Produções Artísticas
ASSESSORIA DE IMPRENSA: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

HAROLD PINTER – autor

Harold Pinter (1930-2008) é um dos maiores dramaturgos da história do teatro. Prêmio Nobel de Literatura de 2005, Pinter tornou-se tão importante e único como autor teatral que forjou a criação de um termo que caracteriza suas peças: pinteresco.

O INOPORTUNO (“The Caretaker”) foi escrita em 1959 e estreou em Londres no ano seguinte com enorme sucesso. Foi com esta peça que Pinter passou a ser conhecido e tornou-se um dos dramaturgos mais respeitados e discutidos em todo o mundo, assim permanecendo até sua morte, em 2008.

Influenciado inicialmente por Samuel Beckett – e também por Franz Kafka – Pinter foi um dos mestres do Teatro do Absurdo, expressão criada por Martin Esslin nos anos 1950. Depois de algum tempo, ele desenvolveu um estilo próprio, com características únicas e marcantes: a ambiguidade, a iminência do desastre, a passagem do tempo, as possíveis verdades e mentiras, as falhas da memória e, claro, as famosas pausas. Tudo isso está presente em O INOPORTUNO, um drama com pinceladas de tragédia e de comédia, que aborda a impossibilidade de comunicação, envolvendo personagens marginais e solitários.

ARY COSLOV – diretor

Ary Coslov nasceu no Rio de Janeiro e começou sua carreira profissional como ator em 1963 com a peça “Aonde vais, Isabel?”, de Maria Inês de Almeida, no Teatro Jovem. Até 1980, atuou em mais de 20 peças. Depois de 30 anos, voltou ao teatro como ator em 2010 com a peça “Produto”, de Mark Ravenhill. Como diretor, estreou em 1977 com “Palácio do Tango”, de M. Irene Fornès, e até hoje dirigiu mais de 30 peças, sendo que as mais recentes, em 2016 e 2017, foram “Entre Corvos”, espetáculo sobre Antonin Artaud, “O Amor Perdoa Tudo”, de Fabricio Carpinejar e Claudia Tajes, e “Ivanov” de Anton Tchekov, que estreou em maio de 2017 no Teatro Ipanema. Atualmente mais uma direção sua, “Meus Duzentos Filhos” de Miriam Halfim, está em cartaz na cidade. Com “Traição”, de Harold Pinter, recebeu os prêmios Shell e APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro) como melhor diretor de teatro de 2008.

Atuou na televisão como ator em diversos programas e novelas desde 1963 e como diretor a partir de 1979, tendo trabalhado, além da TV Globo, na TV Manchete, TV Panamericana (em Lima, Peru) e nos EUA. Dirigiu até hoje mais de 50 produções, entre novelas, seriados, minisséries e musicais. Entre seus trabalhos mais recentes na TV Globo, estão as direções das novelas “Ti ti ti”(2010-11), “Fina Estampa” (2011-2012) e “Guerra dos Sexos” (2012-2013).

DANIEL DANTAS – ator

Iniciou sua carreira no teatro, em 1975, como integrante do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, na peça “O Inspetor Geral”, de Nicolai Gogol. Nos anos 1980, integrou o grupo teatral Pessoal do Despertar. Entre as peças encenadas, destacam-se “O Homem Sem Qualidades”, de Robert Musil, com direção de Bia Lessa; “Noite de Reis”, de William Shakespeare, com direção de Amir Haddad; “Coração Brasileiro”, com direção de Flávio Marinho; “Tio Vânia”, de Anton Tchekov, direção de Aderbal Freire Filho; “Você Nunca Amou Alguém Tanto Assim”, dirigida por Mauro Mendonça Filho; “Macbeth” de William Shakespeare, com direção de Aderbal Freire Filho; “Quem Tem Medo de Virginia Woolf”, de Edward Albee, com direção de Victor Garcia Peralta. Em 1991, recebeu o Prêmio Molière de Melhor Ator pelo seu trabalho em “Baile de Máscaras”, de Mauro Rasi.

Na televisão, entre novelas e séries, atuou em mais de 40 produções. Começou na novela “Chega Mais”, em 1980, da Rede Globo. Um dos atores preferidos do autor Gilberto Braga, trabalha regularmente em suas novelas, com direção de Dennis Carvalho.

No cinema, são mais de 20 filmes, entre eles “Jenipapo”, de Monique Gardenberg, “Pequeno Dicionário Amoroso” 1 e 2, de Sandra Werneck, “O Homem Nu”, de Hugo Carvana, “Cronicamente Inviável”, de Sergio Bianchi, “Getúlio”, de João Jardim.

ANDRE JUNQUEIRA – ator

André Junqueira é ator profissional há mais de 17 anos e Bacharel em Teatro. Cursou New York Film Academy e Vancouver Film School. Na TV, atuou nas novelas “O Outro Lado do Paraíso”, “Etâ Mundo Bom”, “Sangue Bom”, “Amor à Vida”, “Totalmente Demais”, “Haja Coração”, “Novo Mundo”. No teatro, atuou nas peças “Crimes Delicados”, “Sangue de Lars Noren”, “A História do Comunismo Contado aos Doentes Mentais”, de Matéi Visniec, “O Homem Sem Sentidos”, “Peraí Que Eu Vô…” e “Entre Quatro Paredes”. Na dança, atuou nos musicais “Chicago”, “Darty Dancing”, e em “Priscila, A Rainha do Deserto”.

WELL AGUIAR – ator

Well Aguiar é ator profissional há 18 anos e Bacharel em teatro, e cursou a Escola Martins Pena. Na TV, atuou nas novelas “Orgulho e Paixão”, “A Força do Querer”, “Sete Pecados”, “Malhação”, “Êta Mundo Bom” e “Haja Coração”, além da série “Magnífica 70”, da HBO. No Teatro, atuou em “Crimes Delicados”, “A História do Comunismo Contada Aos Doentes Mentais”, “Por que será Que as Amamos Tanto?”, “Álbum de Família”, “A Megera Domada”, “Nossa vida não vale um Chevrolet”, “Os Amantes de Jean Genet”. No cinema, atuou no longa-metragem “Jogo de Xadrez” e nos curtas “ A História Deles”; “Sinal”; “A Mulher Sem Pecado”; “Viúva, Porém Honesta”; “Sete Gatinhos” e “A Falecida”.