Jogaço entre Brasil e Peru exige cuidado com o coração

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Coração dispara nos momentos de mais emoção e tensão de uma partida importante. Torcedores mais inflamados e/ou portadores de doenças cardiovasculares e fatores de risco, como hipertensão, obesidade, diabetes, tabagismo e colesterol alto, devem prevenir-se para evitar picos de estresse, mantendo a calma durante a grande decisão da Copa América

No domingo, 7, às 17h, Brasil e Peru entram em campo pela decisão da Copa América, no Maracanã. A Seleção Canarinho não decepcionou nesta edição, contando com a força da torcida para chegar à final. Os peruanos, comandados por Ricardo Gareca, velho conhecido da torcida palmeirense, e com Paolo Guerrero no ataque, superaram adversários duros para lutar pelo título: os favoritos Uruguai e o Chile. No mesmo dia, às 12h, as jogadoras de Estados Unidos e Holanda decidem a Copa do Mundo de futebol feminino.

Apesar do clima típico de final de competição, de acordo com o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Dr. José Francisco Kerr Saraiva, é importante manter a calma para que o coração não sofra problemas mais sérios. Durante uma partida de futebol, o órgão que bombeia o sangue para o corpo é bastante exigido, principalmente se o torcedor for muito fanático.

“O corpo exige mais desse órgão durante uma final de campeonato e o maior problema é quando isso ocorre com indivíduos com doença de base ou pré-existente. Nesses casos, podem ocorrer infartos fulminantes”, explica o especialista.

Este ano, dois torcedores morreram em estádios de futebol, vítimas de paradas cardíacas: o primeiro foi em um duelo do Corinthians contra o Oeste. O rapaz tinha 23 anos e faleceu enquanto assistia ao Timão vencer por 1 a 0. Com 58 anos de idade, o segundo caso foi de um torcedor do Botafogo, que teve parada cardiorrespiratória no Estádio Nilton Santos, durante empate entre seu time e o Juventude, pela Copa do Brasil.

Também houve casos de treinadores que sofreram com problemas cardíacos. O mais recente foi de Abel Braga, que teve uma arritmia depois que seu time, o Flamengo, fez um gol, nos minutos finais, contra o Fluminense, passando à frente do placar e ganhando vaga na última etapa do torneio carioca. Cuca, atualmente no São Paulo, submeteu-se a um procedimento cirúrgico para corrigir problema cardíaco no fim do ano passado, assim como Muricy Ramalho, ex-treinador e atualmente comentarista, há quatro anos.

Dr. Saraiva diz que a doença cardíaca, normalmente, é uma mistura entre o histórico familiar, os hábitos cotidianos e alimentares e o ambiente no qual a pessoa está inserida. “Estresse, má alimentação, excesso de peso e consumo de cigarros, por exemplo, geram riscos de problemas no coração”. Por isso, campeão ou vice, é essencial manter a calma e ter em mente que, com o coração saudável, é possível ver seu time decidir mais campeonatos daqui para frente.

*Por SOCESP