Mães também têm o direito de amar

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Para todas as minhas amigas, colegas e conhecidas, desconhecidas, ou mães e mulheres que estão solteiras e têm filhos. Acordei inspirada hoje. E não, não há motivo especial para isso… exceto ter acordado inspirada. ❤ 

Há algum tempo atrás eu li um comentário de uma colega que sofreu preconceito em seu namoro por ela ter um filho. O rapaz com quem ela namorava era solteiro, sem filhos, e ela, mãe de um garoto fruto de outro relacionamento. O preconceito veio por parte de um amigo dele. Mas isso, na verdade, é irrelevante… O fato é que, independentemente de onde venha, esse tipo de preconceito existe sim e vem de todas as partes. Poderia ter vindo dos familiares do moço, dos amigos, das amigas, das vizinhas, do raio que o parta… Mas sempre vem…

Lembrando dessa história, hoje eu amanheci com uma vontade enorme de me manifestar sobre o assunto. Não só pelo fato de agora eu ser uma mãe solteira e com dois filhos – e, realmente, para ficar comigo terá que gostar do combo todo -, mas porque assim como eu ou ela, eu sei que existem várias outras mulheres que também passam por isso. 

Já está mais do que na hora de dizer algumas coisinhas para que estas pessoas que ainda têm preconceito com esse tipo de coisa entendam de uma vez por todas. E eu tenho muito orgulho em fazer isso, com as palavras abaixo:

“Se eu não tivesse filhos, eu não teria a maturidade que eu tenho hoje.
Se eu não tivesse filhos, eu não seria tão forte quanto eu sou agora.
Se eu não tivesse filhos, eu não teria os sonhos e a determinação que me movem.
Se eu não tivesse filhos, eu não acordaria todos os dias ambicionando dias melhores.

Se eu não tivesse filhos, eu não veria a vida colorida e mais alegre como eu vejo.
Se eu não tivesse filhos, eu não brincaria de bola, videogame, skate e imaginext sem achar isso tudo bobo e infantil.
Se eu não tivesse filhos, eu não voltaria a estudar história, geografia, ciências e outras matérias mais.
Se eu não tivesse filhos, eu não falaria a língua descolada que eles falam, com todas essas novas gírias.

Se eu não tivesse filhos, eu não teria limites e talvez nem estivesse aqui, pois o amor por eles me salvou de muitas coisas, inclusive de mim mesma. 
Se eu não tivesse filhos, eu não seria essa pessoa tão feliz e realizada que eu sou hoje.
Se eu não tivesse filhos, eu não saberia amar o meu corpo como ele é, com todas as estrias e celulites que ganhei na maternidade (e além dela também).

Se eu não tivesse filhos, eu não teria descoberto como é grandiosa e insuperável a capacidade de amar como a minha mãe me amou e não entenderia meus pais como agora eu entendo. 
Se eu não tivesse filhos, talvez eu ainda não soubesse o verdadeiro valor da vida e de um sorrido sincero.

Por fim, se eu não tivesse filhos, eu não seria essa pessoa que eu sou hoje. A pessoa pela qual as pessoas se interessam, gostam, querem conviver.”

Então, para aqueles que ainda tem preconceitos com mães que criam seus filhos e recomeçam a vida afetiva, fica uma dica:  
Se vocês ainda não tem filhos, tenham. Porque é o melhor presente que o Universo pode dar para nos tornar seres humanos melhores.
Agora, se você já tem… Pense no seu próprio filho e resgate o amor que transcende todos os preconceitos, pois o seu deve estar esquecido em algum lugar aí no coração.

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