Medo de mudanças

A responsabilidade Emocional pode causar o Medo das Pessoas se Relacionarem

Existem situações na vida em que a necessidade de uma mudança é muito evidente. Um emprego ruim ou um relacionamento que não dá mais certo, por exemplo. Para quem vê de fora, fica claro que não dá pra continuar. Mas, quem está naquela situação, às vezes, não consegue enxergar uma saída. Pela minha experiência como psicoterapeuta, sei que, em geral, as pessoas têm muita dificuldade em realizar grandes mudanças.

Porque o desconhecido gera muito medo e insegurança. E por pior que seja, uma situação já conhecida parece melhor, traz uma sensação de familiaridade e segurança. Mesmo que isso cause insatisfação ou tristeza, porque eu já sei como agir, como me proteger e ninguém pode realmente garantir que as coisas vão melhorar, podem até piorar!

Nós, humanos, tendemos a imaginar o pior. Sim, somos muito bons em antecipar riscos e perigos e nos preparar para o pior. A psicologia decisória mostra em experimentos impressionantes que somos mais sensíveis a perdas do que a ganhos. Por exemplo, nos dói mais perder um emprego ruim do que a chance de conseguir um bem melhor. É mais fácil pensar no que pode dar errado do que acreditar no sucesso. E ruim por ruim é melhor lidar com o que já conhecemos.

Essa estratégia parece estar profundamente enraizada em nós. Apostar em situações já conhecidas oferece mais vantagem de sobrevivência do que correr riscos. Além disso, o medo da mudança também pode ser servir como proteção contra decepções ou mesmo ameaças à integridade física. Quando alguém propõe uma grande mudança, temos uma forte tendência a pensar: “poderia ser ainda pior”, “mas se…”. Simplesmente, porque não enxergamos os potenciais benefícios e oportunidades. E tentamos a qualquer custo nos proteger do fracasso e da frustração.

Mas e aquelas pessoas ousadas, que não têm medo de mudanças? O que elas têm de especial? A ciência explica que essa confiança começa a ser construída muito cedo, nos primeiros meses de vida. Quanto mais seguro e protegido o bebê se sente, maiores são as chances de que ele se transforme em um adulto aberto a mudanças. As primeiras experiências são tão determinantes que influenciam até a atividade dos genes que moldam nosso processamento de estresse.

Quem viveu em um ambiente estável e seguro quando criança, é menos estressado e tem mais facilidade, na vida adulta, de relaxar rapidamente após um estado de ansiedade, além de ser mais aberto a novas ideias. Pesquisas mostram que pessoas que sofreram muita rejeição na infância tendem a evitar grandes mudanças e sofrem muito mais com situações negativas como perda de emprego ou fracasso no casamento. Só temos medo da mudança quando enxergamos nela uma ameaça e nos sentimos fracos ou impotentes em uma situação. Por isso, não confiamos em nós mesmos para lidar com o novo e desconhecido. Nossa autoestima é baixa para superar nossos proprios medos.

Dicas para vencer o medo de mudanças:

Dica 1: Pare de pensar só no pior

Faça a você mesmo a pergunta: qual seria a PIOR coisa que poderia acontecer? Responda da maneira mais explícita e detalhada possível. Ao imaginar o pior cenário, você pode descobrir que a mudança traz menos risco e perigo do que você pensava.

Dica 2: Seja otimista

Para enfrentar e mudar alguma coisa na vida, é preciso ter força e uma atitude otimista. Mas é exatamente disso que muitas vezes sentimos falta quando estamos insatisfeitos ou infelizes. Situações estressantes exigem muita energia, e é como se toda a energia fosse sugada. Então, observe seus pensamentos enquanto pensa em uma possível mudança. Esses pensamentos são mais positivos ou negativos? Deixe os pensamentos negativos e pessimistas de lado e sempre pense apenas na situação futura ideal.

Descreva essa situação com a maior precisão possível ou mesmo faça um desenho. Anote o que você quer (e não o que você não quer). Isto pode ser assim: “eu quero um parceiro que me leve a sério, me escute”. Aproveite o tempo para entrar em detalhes. Pergunte a si mesmo: “o que me dá força e energia para que eu possa mudar alguma coisa?” O primeiro passo na direção da mudança, portanto, é cuidar conscientemente de si mesmo.

Dica 3: Uma boa dose de coragem

Os sofredores descrevem que eles próprios não vêem outra alternativa e sentem que não têm escolha. Mas se você quer mudar alguma coisa, precisa acreditar que pode fazer melhor. E precisa de fé em si mesmo. Com confiança e coragem, você pode derrotar o medo do desconhecido. Esteja ciente dos outros obstáculos que você já venceu na vida. Como você fez isso? O que te ajudou?

Dica 4: Mude a perspectiva de sua vida.

Francisca de Lima é psicoterapeuta  e Coach-mental – Online vive em Hamburg -Alemanha.

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