Medo de voar não precisa mais limitar suas férias

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EMDR ajuda a superar aviofobia. A abordagem terapêutica reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que reprocessa traumas e lembranças no cérebro atua no tratamento eficaz de medos e fobias

O avião é considerado o segundo meio de transporte mais seguro do mundo, mas três em cada quatro brasileiros ainda tem medo de voar, segundo pesquisa do Ibope. A aviofobia pode estar relacionada a um trauma específico, ao medo de estar nas alturas ou diretamente ligada ao medo de morrer, ou até mesmo pelo indivíduo sofrer um trauma vicariante (trauma desenvolvido a partir de relatos de outras pessoas ou até mesmo por ter vivenciado a situação de perto), entre outros motivos.

No entanto, independente da razão, o medo ou trauma em questão afeta a vida pessoal e profissional da pessoa, impedindo muitas vezes, por exemplo, que ela faça aquele passeio em família para outro país que há tempos deseja ou até mesmo limitando viagens de negócios importantes na carreira.

Para controlar as emoções causadas pela aviofobia, tais como ansiedade, estresse, taquicardia, crises de pânico e até possíveis desmaios a abordagem do EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing -Dessensibilização Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares), reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), vem mostrando resultados eficazes.

O tratamento, indicado para todas as idades, é realizado em oito fases que deve ser seguido à risca para que a pessoa tenha acesso a todos os pilares da memória necessários para reprocessar os traumas e medos, como imagens, crenças negativas e até mesmo, as sensações corporais.

De forma inédita no Brasil, a abordagem terapêutica integrativa de EMDR se utiliza de estímulos visuais, auditivos e/ou táteis durante todas as fases da terapia. Estes estímulos promovem um reprocessamento das memórias traumáticas, uma modificação dos sentimentos negativos e transforma a forma como sensações corporais aparecem para o paciente, instigando à rede onde está presa a lembrança ou o medo.

“O paciente é incentivado a expor seus medos ou sensação traumática, e assim lhe ajudamos através dos movimentos dos olhos, de determinada maneira, que o cérebro recebe a ajuda necessária para processar o fato e o arquiva de uma forma funcional.” diz Ana Lúcia Castello, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de EMDR.

“As informações perturbadoras são desatadas através de um caminho adaptativo até que pensamentos, sentimentos, medos, traumas, imagens e emoções tenham desaparecido e espontaneamente substituídos por uma atitude positiva” completa Ana Lúcia Castello.

A terapia EMDR é utilizada para todo tipo de fobia e trauma, incluindo situações delicadas pós-traumáticas.

*Por Associação Brasileira de EMDR

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