Motivações da geração z tem a ver com diversidade

Os nascidos de 95 em diante são ativistas dentro e fora da sala de aula, entenda o reflexo disso no mercado de trabalho

Uma pesquisa recente apresentada pela consultoria EY mostra que 86% dos jovens, de todo o mundo, da geração Z, considera como critério de desempate para a escolha de uma empresa se há ou não igualdade de oportunidades nela. Ou seja, a pesquisa ratifica que essa geração valoriza mais a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho do que as anteriores.

No país o número de grupos em defesa da diversidade está crescendo nas instituições de ensino superior. As causas vão desde a inclusão dos LGBTs(lésbicas, gays, bissexuais e transgeneros) no mercado de trabalho as oportunidades dadas a negros, mulheres e deficientes. Esses grupos de estudantes abrem para debate esses temas, trazem representantes de empresas nas palestras e também promovem canais de denúncia internamente nas faculdades. Eles vêm ganhando força. Um exemplo disso: o coletivo Nuvem Negra, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, conseguiu colocar na grade de alguns cursos, autores negros e pardos na bibliografia obrigatória. Outro caso recente aconteceu na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, em que foi criada a disciplina eletiva “diversidade”. Além da matéria obrigatória, a fundação também contratou a consultoria Txai, especializada em diversidade, para orientar os colaboradores da instituição a não terem atitudes erradas e preconceituosas no ambiente estudantil.

Na rede de idiomas em que atuo, Minds Idiomas, são mais de 70 escolas, e para mantermos uma mesma linguagem e valores em todas as unidades fazemos treinamentos presenciais e online com todos os colaboradores sobre a importância da diversidade no nosso ambiente escolar. Além disso, incluímos esses temas como importância da igualdade de gênero no mercado de trabalho e outros temas pró-diversidades são incluídos nas aulas de inglês.

Assim como a pesquisa global da FY mostra que os ativistas dessa geração estão crescendo nos muros das escolas, sabemos que será refletido quando esses jovens se tornarem a massa salarial dentro das companhias que escolherem atuar. Ou seja, são novamente os valores passados na educação sendo estampado no dia a dia empregatício. As empresas que não se adaptarem a esse contexto poderão perder essa geração que vem com um olhar mais próximo ao outro e ainda dominando as tecnologias existentes. Aliás, foi graças a tecnologia que esses ativistas nas salas de aula estão ficando conhecidos. Por meio das redes sociais, os alunos interagem, marcam os debates, e lotam auditórios das instituições em que estudam.

É importante as empresas se adaptarem a essa nova realidade e pesquisar como as companhias que já estão inseridas nessas causas atuam dentro das universidades. As gerações anteriores a Z já tiveram que se adaptar a esses valores defendidos por eles, desde os pais a outros familiares, muitos os escutam e entendem a importância desse ativismo em vários partes do mundo para uma sociedade mais igualitária socialmente e economicamente.