Na reta final – O 2º turno presidencial do Brasil

Eleições 2018



O 2º turno da eleição presidencial do Brasil acontecerá no domingo, 28 de outubro, em um contexto de crise política, econômica, social e moral.

A seguir, perguntas que resumem os principais temas da disputa entre o candidato de direita Jair Bolsonaro e o esquerdista Fernando Haddad:

O candidato de extrema-direita será eleito?

As pesquisas mais recentes do Ibope e Datafolha apontam uma vitória tranquila do deputado do Partido Social Liberal (PSL) Jair Bolsonaro, com 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT).

O PSL, insignificante antes do primeiro turno de 7 de outubro, pode se tornar o maior partido na Câmara dos Deputados no próximo ano graças à onda Bolsonaro.

Se vencer, será a primeira vez que o Brasil escolherá um presidente de extrema-direita.

O PT de Lula pode voltar ao poder?

Parece extremamente improvável que o PT vença a quinta eleição presidencial consecutiva. A não ser que aconteça uma mudança repentina na última semana de uma campanha marcada por sobressaltos.

Após a invalidação da candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, preso por corrupção, seu substituto, Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, e por muitos considerado o pior prefeito, conseguiu passar ao segundo turno, apesar de ter feito menos de um mês de campanha. Mas agora tem uma desvantagem de 19 pontos nas pesquisas e um índice de rejeição elevado.

Por que esta campanha é inédita?

Lula, que era o favorito com quase 40% das intenções de voto apesar de estar preso, foi finalmente excluído da corrida eleitoral no dia 1º de setembro, após meses de idas e voltas político-judiciais.

A incerteza sobre sua candidatura tornou a disputa a mais incerta na história recente do Brasil. Mas hoje já vemos muitos especialistas garantindo que, mesmo que Lula fosse o candidato, perderia essa eleição.

Bolsonaro, por sua vez, que se tornou o favorito, foi esfaqueado em um comício no dia 6 de setembro. Ficou hospitalizado por três semanas e não fez mais campanha nas ruas.

Qual o impacto das redes sociais na eleição?

Enorme. As informações falsas dominaram as redes sociais. Bolsonaro fez a maior parte de sua campanha no Facebook, Instagram e Twitter, onde tem mais de 14 milhões de seguidores.

Se negou a participar dos debates que estavam previstos para o segundo turno, alegando razões médicas após o ataque, e também pelas informações que sua vida ainda estava correndo risco de novos ataques – vários vídeos nas redes sociais foram vistos com internaltas que pediam a morte do candidato.

O PT denunciou Bolsonaro à justiça eleitoral, alegando que o adversário montou uma “organização criminal” com “dinheiro sujo” para transmitir milhares de mensagens com informações falsas no Whatsapp, que tem 120 milhões de usuários no Brasil.
Sem qualquer prova das frequentes acusações, a população de todo Brasil foi para as ruas mostrar a força de um povo lutando pelo candidato Bolsonaro.

Como os mercados vão reagir?

A vitória de Bolsonaro é esperada, apesar do candidato ter confessado que pouco entende de Economia, mas por isso já nomeou um “super ministro da Fazenda”, Paulo Guedes, um economista ultraliberal, o que tranquiliza os investidores.

Os mercados estão na expectativa da rápida implementação de uma série de reformas, e apostando nas chances do fortalecimento da economia do país. Mas devem esperar até que Bolsonaro mostre seu compromisso com a reforma da Previdência – considerada crucial – ou com a reforma tributária..

Também apostam em um plano de privatizações, levando o país para novas conquistas e união com diversos países.

Os investidores não querem o retorno da esquerda com uma vitória de Haddad, pois alegam que o partido, em todos os 16 anos de governo, não se comprometeu com reformas, prejudicando e enfraquecendo as contas públicas.

Quais são os maiores desafios do próximo presidente?

A recuperação da economia, após dois anos de recessão (2015 e 2016) e outros dois de fraco crescimento, em um país com quase 13 milhões de desempregados. Também terá que lidar com a escalada de violência – o país bateu recorde de homicídios em 2017, com 63.800 casos. Saúde, educação e habitação também estão entre as grandes preocupações dos brasileiros.

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