Nem sempre é submissão, muitas vezes pode ser cegueira emocional

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Cegueira emocional

Alguns tipos de ‘amor’ podem se transformar em patologias graves

É comum que na fase da paixão as pessoas se entreguem totalmente ao relacionamento. E não há nada de errado nisso, mas depois de certo ponto em que algumas ações e situações começam a ser ‘não vistas’ podem aparecer diversos problemas.

Quem está de fora vê como submissão, e algumas vezes até se afastam do casal, mas esse comportamento pode ser provocado por uma cegueira emocional e até mesmo por abuso psicológico.

Algumas pessoas, mesmo sabendo tudo que acontece de errado nas suas relações ainda continuam nela, pois não conseguem se livrar desse amor. Medo, culpa e passado são alguns dos sentimentos que podem envolver essa cegueira emocional.

Quem é que diante de uma situação dessa não escutou: “o amor é cego”?  Pois é, uma relação assim pode ser trágica e deixar traços por muito tempo, mesmo após o fim do relacionamento.

“O amor é cego é um termo que eu uso para explicar atitudes que são muito óbvias para quem está de fora, mas para a pessoa envolvida não é perceptível, ou seja, uma mulher que é espancada e continua com o marido, justificando as atitudes dele”, exemplifica a psicanalista Dra. Taty Ades.

A cegueira emocional só se torna doença a partir do momento em que a pessoa se sente culpada por ser humilhada e acha normal a rotina de sofrer por outra pessoa. “Quando ninguém mais vê as qualidades do outro e ela acha que apenas ela é capaz de modificá-lo e que ele se tornará uma pessoa melhor é uma situação que precisa de tratamento e acompanhamento de um profissional”, afirma Taty.

É possível sair dessa situação e enxergar as coisas novas, mas o mais difícil ainda é fazer com que as pessoas admitam que a cegueira emocional se transformou em uma doença, e como qualquer doença faz muito mal para o organismo, podendo levar até à depressão.

Sobre Taty Ades: Psicanalista credenciada pela Sociedade Brasileira de Psicanálise  integrativa, credenciada pelo Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo (Sinpesp  888) com pós graduação em neuropsicologia (Uniara).

 Para mais informações sobre Tatiana Ades acesse o site http://tatyades.net

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