No mundo tech, quem cria o futuro não fica no passado

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No mundo tech, quem cria o futuro não fica no passado

Quem está envolvido com o mundo da tecnologia sempre escuta histórias assustadoras de empresas multimilionárias que, em algum momento, fizeram escolhas erradas e caminharam rumo ao declínio. São negócios que perderam quase todo o mercado ou tiveram que fechar as portas porque não embarcaram no bonde da inovação quando tiveram a oportunidade. Eles simbolizam que a estrada para o colapso não é construída de fracassos ou falhas convencionais, mas de momentos de estagnação e apego à zona de conforto.

Neste momento é normal que se atribua a culpa aos empreendedores ou à estratégia comercial que a empresa adotou. No entanto, essa condenação tende a ser simplória. Em muitos casos, a companhia até conseguiu enxergar a necessidade de mudança, mas, por diversos motivos, não a colocou em prática.

Seja para mega corporações consolidadas, startups emergentes ou pequenas e médias empresas, a inovação é uma das moedas mais importantes do mercado. É fundamental que os negócios saibam entender o ambiente no qual estão inseridos, consigam se adaptar conforme as necessidades e provoquem uma transformação positiva.

É preciso que essa transição seja realizada de forma rápida e radical. Setores tradicionais, como a educação e saúde, já foram completamente modificados pelo uso de tecnologia. E os impactos dessa transformação podem ser constatados no cotidiano das suas operações. Por exemplo, o uso de realidade virtual para facilitar o aprendizado e as health techs, startups que estão revolucionando a área da saúde, que ocupam um espaço cada vez mais relevante no setor.

A utilização de tecnologias disruptivas, como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Blockchain e Machine Learning estão se tornando cada vez mais necessárias e irão afetar os modelos de negócios atuais de forma irremediável. Neste cenário, é essencial verificar o enfraquecimento de tecnologias fora de uso, saber enxergar oportunidades e conduzir o movimento que está revolucionando o mercado.

Quando decidimos criar uma consultoria de inovação que usa Inteligência Artificial, Machine Learning, Blockchain e IoT para transformar empresas, nossa postura era de acelerar negócios e suprir as imposições que o futuro da economia está nos apresentando. A Nexo AI, mais do que desenvolver soluções usando tecnologias disruptivas, nasceu para entender as dificuldades destes negócios e auxiliá-los na condução do barco do empreendedorismo..

O mercado tech é cada vez mais elementar. Empresas de todos os portes já perceberam o valor da inovação tecnológica em seus negócios. No entanto, essa discussão precisa fazer parte das reuniões de diretoria e planejamento estratégico. Passar da mídia ao financeiro, permeando todas as áreas da companhia. O desafio deve ser observado sob diferentes perspectivas e o objetivo dessas transformações deve ter caráter vertical nas empresas. É necessário ir além do convencional. Não basta apenas vislumbrar insights do futuro, é preciso participar da sua criação, saindo do campo das ideias e percepções rumo à realidade de agir ativamente nele.

Diego Figueredo

Diego Figueredo, CEO da Nexo AI. Desde os seus 18 anos, Diego Figueredo sabia que não trabalharia para ninguém e seria dono do seu próprio negócio. Entre todas as empresas que fundou, foi no ramo de franquia que marcou seu maior aprendizado como empreendedor. Com um prejuízo de mais de 3 milhões de reais, precisou se reinventar. Em 2016 fundou a Nexo AI, principal player de inteligência artificial do país, que possui desenvolvimento de soluções para clientes como Volkswagen, Vale, Brastemp (Whirlpool) entre outros, além de agências de peso do mercado publicitário, como Ogilvy, Jüssi, Bullet e Act10n.