Nova tecnologia aumenta taxas de sucesso nos processos de fertilização

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Uma boa notícia para as mulheres que tentam engravidar mas enfrentam problemas de infertilidade. Um novo equipamento, inédito na América Latina, está tornando o processo de fertilização in vitro, conhecido como FIV, mais seguro e com mais chances de êxito. Trata-se da incubadora Time-Lapse Esco, que permite a observação contínua dos embriões em tempo real, por celular ou vídeo.

“Com o Time Lapse a observação pode ser feita 24 horas por dia sem necessidade de retirar o embrião da estufa, o que ocorre no método tradicional. Desta forma, conseguimos selecionar os melhores embriões para a transferência ao útero no momento mais adequado, aumentando assim as taxas de sucesso das fertilizações in vitro”, explica Dr. Nilo Frantz, pioneiro em reprodução assistida no país, que acaba de inaugurar em São Paulo um avançado centro de medicina reprodutiva, em parceria com o RDO Diagnósticos, centro especializado em medicina reprodutiva.

Como era antes do TIME-LAPSE?

Nas incubadoras tradicionais, é necessário tirar os embriões da estufa, com a temperatura controlada em torno de 37º, e avaliar o seu desenvolvimento com um microscópio externo. Essa movimentação gera riscos para o embrião tanto pela variação de temperatura quanto pelo manuseio durante a análise. Já com o Time-lapse, há mais segurança no procedimento, pois toda avaliação é feita de forma remota, sem tirar o embrião da incubadora. “Os embriões ficam todo o tempo de cultivo laboratorial em um ambiente controlado por computador, que registra seu desenvolvimento em tempo real, reduzindo o estresse que sofrem com a mudança de local e a manipulação”, explica a embriologista, Dra. Claudia Rocha.

“Esta nova geração de incubadora permite uma seleção rigorosa dos melhores embriões para fertilização. Conseguimos estudar se as células estão evoluindo no prazo adequado, que não deve ser superior a 5 dias”, destaca Dr.Frantz.

Novas perspectivas para a FIV

Nos países europeus, a taxa de gravidez bem-sucedida por transferência de embriões é de aproximadamente 36% para a injeção de fertilização in vitro. Atualmente o Brasil não fica atrás nos resultados. “As taxas de gravidez giram em torno dos 45 e 55% em pacientes até 35 anos. Entre 36 – 38 anos estas taxas tendem a diminuir para 35% e 40%, e acima dos 40 anos as taxas tendem a diminuir mais ainda chegando na casa dos 5 a 15% na melhor das expectativas. Contudo alguns avanços tecnológicos e metodológicos melhoram estas chances para pacientes acima dos 40 anos”, esclarece Dr. Frantz.

A fertilização

A técnica começa com a estimulação da ovulação na mulher através de hormônios por um período que pode ser de oito a 12 dias. Os óvulos maduros são retirados e depois fecundados por um espermatozoide fora do organismo, em laboratório.

Na fertilização in vitro clássica, os óvulos ficam 24 horas em meio de cultura com espermatozoides à espera de serem fecundados naturalmente. “Já a injeção intracitoplasmática de espermatozoides envolve a injeção de um único espermatozoide diretamente no óvulo. Esta técnica foi desenvolvida no início dos anos 90 como um tratamento para a infertilidade masculina, mas agora é a forma mais praticada. A partir deste momento formam-se os embriões. Alguns dias depois, o especialista em reprodução avalia quantos desses embriões se desenvolveram para serem implantados no útero da paciente e possivelmente gerar um bebê”, afirma Dr. Frantz.

Por Rita Nogueira

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