O artista plástico e paisagista brasileiro Roberto Burle Marx é homenageado com a maior exposição do New York Botanical Garden, Bronx

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Burle Marx foi um artista plástico e paisagista  brasileiro, reconhecido  internacionalmente.  Nasceu em São Paulo SP,  mas viveu a maior parte da sua vida  no Rio de Janeiro, onde estão  suas  principais obras. E outras não menos exuberantes ou importantes em vários países da  Europa e Estados Unidos.

Burle Marx assinou  as curvas do calçadão de Copacabana, os jardins do Aterro do
Flamengo, e o redesenho do calçadão da Biscayne Boulevard, no centro de Miami, um projeto finalizado dez anos após sua morte

Ao começar sua carreira na década de 30, os jardins brasileiros seguiam o padrão simétrico francês — até as plantas eram importadas. Burle Marx vira a tradição pelo avesso: torna-se um defensor da flora nacional e faz inúmeras incursões por nossas florestas, descobrindo cerca de 50 novas espécies até então inexploradas.

Marx deixou cerca de três mil jardins públicos e privados espalhados pelo mundo: o do Instituto Moreira Salles, no Rio;  o da sede da Unesco, em Paris; o da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington, bem como os jardins da sede original do Ministério da Educação e Saúde, no Rio, adornando a obra de Oscar Niemeyer. Em Brasília, seu traço está por toda parte: do Itamaraty ao Palácio da Justiça.

 E para homenagear o mais proeminente paisagista  e arquiteto da segunda metade do século 20, o Jardim Botânico de Nova Iorque (New York Botanical Garden – NYBG)  abriu ao público no dia 08 de junho o  “Brazilian Modern. The Living Art of Roberto Burle Marx”, a maior exposição já montada nos seus 128 anos de existência.  A mostra irá até  o dia 29 de setembro e é  a primeira a combinar exuberantes jardins em tributo às seis décadas de carreira do artista.

A mostra tem 20 patrocinadores, incluindo a Natura e a Bloomberg Philanthropies, que preparou um guia digital interativo.
  A exposição estende-se ao Library Building, uma imponente construção de 1899 localizada na entrada do jardim botânico, que abriga o maior arquivo de botânica e horticultura das Américas. Em uma das galerias, o historiador de arte e curador Edward J. Sullivan, especializado em América Latina e Caribe, reuniu pinturas, em tela e tecido, além de tapeçarias, uma delas de três metros feita em 1971, vinda do Art Institute of Chicago. Seu transporte exigiu o desmonte de uma janela, mas valeu a pena.

Em apenas três anos, esta é a segunda vez que Nova York dedica uma mostra solo a Burle Marx: em 2016, o Jewish Museum reuniu em  sua galeria principal mais de 150 trabalhos, entre fotos, tapeçarias, jóias, maquetes e sketches — incluindo a do Aterro do Flamengo, e o interior de uma discreta sinagoga no Rio de Janeiro
DICAS: Tickets e programação – nybg.org …

Para chegar lá, pegue o trem Metro-North na Grand Central Station e siga na Harlem Line para a estação Botanical Garden. O trem deixa  na porta, e a viagem dura apenas 20 minutos.

Por Brazil Journal e outras fontes

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