O Banco Central e a crise econômica iniciada com o coronavírus

O Banco Central e a crise econômica iniciada com o coronavírus

O Banco Central e a crise econômica iniciada com o coronavírus

Vamos pensar juntos: o que seria dos mercados financeiros e da vida de todos nós neste momento de reclusão imposto pela pandemia do coronavírus se ainda estivéssemos com o modelo operacional e a tecnologia que as instituições financeiras usavam na crise econômica de 2008?

O Banco Central está preparado para enfrentar a crise econômica iniciada com o coronavírus? Estou no mercado há 50 anos, acompanhei aquela fase e outras, de planos econômicos que mudaram os rumos do mercado. Portanto, posso afirmar que seria difícil, um verdadeiro caos.

A crise iniciada em 2008, sem dúvida, lançou vários desafios para modernização dos mercados financeiros e de capitais, que foram evoluindo até a chegada das nossas disruptivas startups, fintechs e seus empreendedores, além de um mundo potencialmente digital.

Este mundo foi criado com o objetivo de encontrar caminhos para as soluções de vários problemas, como possibilitar o acesso de todos aos serviços e produtos bancários e financeiros com segurança e baixos custos. Esses serviços, até então, eram prestados somente pelo sistema financeiro tradicional, notadamente os Bancos.

Pode-se dizer que este foi o lado bom da crise, o surgimento da agenda de inovação que estamos usando e trabalhando até hoje. Agenda que, como a tecnologia, muda todos os dias, se ajustando e se adaptando para proporcionar uma boa experiência para a sociedade.

Hoje, todos têm muito mais acesso a serviços e produtos financeiros, de forma ágil e a custos muito menores. Podemos enviar e receber documentos, assinar, comprar produtos, fazer operações de investimento, pagar contas, transferir dinheiro, mas infelizmente, temos ainda dificuldade de ter acesso ao dinheiro em espécie, algo totalmente tradicional quando se trata de inovação.

Fizemos muito em tecnologia, mas não cuidamos de coisas simples como a interoperabilidade das redes de ATMs. Imaginem se estivessem operando de maneira interligada, com outros players se posicionando em lugares onde o acesso ainda é problemático. Dentre vários benefícios, teríamos como pagar em apenas algumas horas o auxílio de emergência, já alcunhado de “vale-covid”, para todos.

Estou falando de inovação em um país onde o dinheiro em espécie ainda é o meio de pagamento de 60% das despesas de menos de 50 reais. Em um país com dimensões continentais, onde centenas de municípios não possuem sequer uma agência bancária, o que dirá ferramentas e conhecimentos para uma operação 100% digital.

Então este é o momento de propor e discutir soluções diante dos impactos da pandemia – e aqui volto a lembrar que sem a evolução normativa que tivemos nesses últimos 10, 12 anos para viabilizar a entrada desses novos players e para dar robustez e segurança ao sistema financeiro por meio de uma supervisão primorosa, hoje certamente estaríamos tratando do caos.

E o momento também é de repensar, rever, atualizar e avaliar se a agenda na qual estamos trabalhando é realmente dinâmica e produtiva, se está atendendo as demandas da população em geral frente às necessidades diante da crise, e tentar corrigir possíveis entraves.

Neste cenário, deparamo-nos com a certeza de que todos nós, sem exceção, somos frágeis, vivemos à mercê do inesperado e do desconhecido.

Qual analista econômico ou analista de risco de crédito ou de produção incluiu algo sequer parecido com a pandemia do coronavírus como risco iminente para o ano de 2020?

Fica, portanto, a missão de inserir situações como esta que estamos vivendo no rol dos desafios para os quais precisamos estar prontos para enfrentar agora e no futuro, pois certamente outras virão – sem esquecer do tradicional e do que atente a massa da população brasileira.

*Por José Luiz Rodrigues da JL Rodrigues, Carlos Átila & Consultores Associados

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