O impacto psicológico da Alienação Parental nos filhos

O impacto psicológico da Alienação Parental nos filhos

O impacto psicológico da Alienação Parental nos filhos

Alienação Parental é uma campanha de desmoralização e marginalização que geralmente o genitor que reside com o filho(a) pratica afim de afastá-la do convívio com o outro genitor, utilizando a criança/adolescente como instrumento de vingança para com o ex-cônjuge.

Por prepotência, incapacidade de aceitar e elaborar emocionalmente a separação, não suportando frustrações, a genitora (em raros casos pode ocorrer também frente a pai, avós, tios ou padrinhos e até entre irmãos), utiliza a manipulação com intenção de agredir e afetar emocionalmente seu ex-companheiro, responsabilizando-o pela separação, denegrindo sua imagem, ferindo a confiança estabelecida entre filho e pai, culpando-o por tudo, mentindo e assim instalando um caos emocional na relação.

Promove uma lavagem cerebral afim de comprometer o genitor, fazendo falsas acusações em relação a ele para o filho, que passa a ser programado para odiar, aceitando como verdadeiras as falsas memórias e percepções que lhe são implantadas no inconsciente.

A criança sofre forte influência e persuasão do cônjuge alienador começando então a se afastar cada vez mais do cônjuge alienado, chegando até a evitar completamente as visitas, sendo que quando o faz, permanece distante emocionalmente, com comportamento arredio, intransigente e as vezes agressiva, como se aquele genitor fosse alguém desconhecido, inimigo e uma companhia incomoda.

O filho que sofre influência de alienação parental, apresenta ódio do genitor alienado, mantendo muitas vezes um discurso pronto e inadequado para sua faixa etária, não apresenta remorso e não sente culpa pelos atos que comete com este genitor.

Desde cedo então, aprende a manipular, mente, apresenta emoções e atitudes falsas, usando nas visitas o recurso de argumentação de abstrair dinheiro do genitor, visando que a parte alienadora não seja decepcionada, pois, a criança/adolescente que sofre com esse fenômeno se torna parte daquele que a influência e o medo de decepcionar a parte alienadora faz com que se sinta culpada, sofrendo receios de rejeição e abandono da parte em que deposita sua confiança.

A Alienação Parental é um processo desencadeado pelo genitor alienador, objetivando a alienação do filho, embora muitas vezes imperceptível no seu estado inicial. O genitor alienador não permite no filho alienado a convivência com aquele que não é o seu guardião (GOIS, 2010).

Como psicóloga gostaria de alertar e enfatizar que essa é uma das formas mais cruéis e covardes que uma mãe ou pai pode se valer para vingar-se de seu ex-cônjuge, é como se aquele genitor estivesse dando um tiro no próprio pé, pois essa ação gera sérios danos emocionais e psíquicos para seu filho, muitas vezes irreversíveis, se estendendo a fase adulta, com graves perdas e danos emocionais podendo gerar transtornos psiquiátricos para o resto da vida.

Esse sentimento que o filho (a) ou adolescente desenvolve acaba envolvendo também toda a família e amigos do genitor afetado, a criança passa a apresentar emoções falsas, comportamento manipulador, trazendo sensação de desconforto e desorientação aos familiares que sem saber como reagir e não entendendo o que está acontecendo, acabam com o tempo se afastando do convívio com a criança.

Não sabendo mais o que fazer, muitos abandonam a situação, tamanha a influência poderosa que o alienador gerou no filho afetando diretamente a todos envolvidos nas partes.

Segundo estudiosos no assunto a criança/adolescente apresenta sequelas que vão de leves até graves, problemas psicológicos e transtornos psiquiátricos podendo apresentar:

Vida polarizada e sem nuances, depressão crônica, doenças psicossomáticas, ansiedade ou nervosismo sem razão aparente, transtornos de identidade ou de imagem, dificuldade de adaptação em ambiente psicossocial normal, insegurança, baixa autoestima, sentimento de rejeição, isolamento e mal-estar, falta de organização mental, comportamento hostil ou agressivo, transtornos de conduta, inclinação ao uso abusivo de álcool e drogas e para o suicídio, dificuldade no estabelecimento de relações interpessoais, por ter sido traído e usado pela pessoa que mais confiava, sentimento incontrolável de culpa, por ter sido cúmplice inconsciente das injustiças praticadas contra o genitor alienado, comportamento manipulador.

Como podem notar essa situação gera graves consequências a todos envolvidos, então meu alerta é: caso você esteja sendo vítima de Alienação Parental por parte de seu ex-cônjuge procure ajuda, respaldo jurídico e psicológico, isso irá te auxiliar a saber como lidar com a situação.

Se você é a pessoa que está praticando esse ato, repense seus conceitos e objetivos de vida, você está afetando diretamente seu filho e as consequências no futuro podem ser irreversíveis, sendo que seu filho será o maior prejudicado nessa situação.

Lei Da Alienação Parental: nº 12.318/2010

Alienação parental é abuso moral contra a criança, e em casos constatados pela justiça, o juiz pode:

I – Advertir o alienador, II – ampliar o regime de convivência familiar, III – estipular multa ao alienador, IV – determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial,V – determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão, VI – determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente, VII – declarar a suspensão de autoridade parental.

 A lei chama de alienador a pessoa que promove ou induz a alienação parental e de alienado o indivíduo que é vítima da alienação.

Referências de pesquisas feitas para elaboração desse artigo:

https://draflaviaortega.jusbrasil.com.br/noticias/535070875/a-pratica-de-alienacao-parental-e-crime

https://psicologado.com.br/atuacao/psicologia-juridica/o-efeito-devastador-da-alienacao-parental-e-suas-sequelas-psicologicas-sobre-o-infante-e-genitor-alienado

*Por Aline Oliveira – Psicóloga CRP: 95232

Instagram:  PSICO_ALINE.OLIVEIRA

Facebook:  Psicóloga Aline Oliveira

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