O poder do colágeno

colágeno

O poder do colágeno

O poder do colágeno. O colágeno é uma proteína produzida por nosso organismo, que desempenha função estrutural responsável pela coesão, firmeza e elasticidade da pele, tendões, cartilagens, artérias, órgãos e ossos.

Enquanto as fibras colágenas conferem a estrutura ao tecido cutâneo, as de elastina, a flexibilidade.

Com o passar dos anos o organismo como um todo sofre modificações.

De todos os órgãos, a pele é o que mais evidencia tais alterações.

Dentre elas, talvez a que mais incomode seja a perda da firmeza da pele, isto é a flacidez cutânea.

Clinicamente o envelhecimento da pele é caracterizado por uma atrofia generalizada das estruturas cutâneas, este processo ocorre naturalmente com o passar dos anos.

É esperado, previsível, inevitável e progressivo.

A partir dos 30 anos a produção começa a diminuir 1% ao ano, com consequências diretas em nosso corpo.

Esse decréscimo é potencializado pelo estilo de vida: excesso de sol, certos hábitos alimentares, poluição e tabagismo são alguns dos fatores que ajudam a diminuir a produção desta proteína.

Além de não produzirmos na mesma velocidade, o colágeno existente em nossa pele sofre transformações em sua estrutura, como se essas fibras se tornassem velhas e sem a função de sustentar os tecidos.

As formas de prevenção envolvem o uso do protetor solar, o combate ao fumo e uma dieta rica em nutrientes e com baixo consumo de açúcares.

Felizmente, os jovens estão cada vez mais atentos a essa situação e buscando ajuda do dermatologista para prevenir tal problema desde cedo.

Os cuidados preventivos começam na infância com o uso de filtro solar e com bons hábitos alimentares.

Após os 30 anos alguns tratamentos já podem ser iniciados, como por exemplo:

  • ingestão de suplementos com antioxidantes e colágeno;
  • o uso tópico de vitamina C, ácido retinóico, alfa e betahidroxiácidos;
  • assim como a hidratação injetável (Skinbooster) e o microagulhamento robótico.

Próximo aos 40 anos, uma excelente opção é:

  • o uso de bioestimuladores (ácido poli-L-lático e hidroxiapatita de cálcio);
  • aplicação de lasers e ultrassom microfocado.

O médico dermatologista deve examinar cada paciente, para poder determinar quando começar e optar pelo melhor tratamento de forma individual.

Não há receita de bolo.

Por Simone Veloso, médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology e Professora de Dermatologia  da Uni Rio. Mestre em dermatologia pela USP

COMUNIDADE DE COLUNISTAS

Para saber mais sobre o colunista da matéria, clique aqui.

Compartilhe esse post

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no print
Compartilhar no email

Veja os últimos posts

Antifrágil

Antifrágil. Vivemos no mundo VUCA com quatro características: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Você já deve ter observado que tudo mudou e a essa altura

Continuar Lendo »