Porque o adolescente de hoje terá mais dificuldade de se tornar independente e como podemos ajudar

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por Oficina do Destino

Observando todas as notícias sobre os adolescentes, conversando com educadores, ouvindo pais, líderes e observando as crianças qualquer um vai perceber que existe um aumento de uma angústia entre eles.

Existe também uma adolescência “comportamental” que parece começar mais cedo e não terminar para alguns.

Se deixar de ser adolescente é se tornar independente financeiramente e capaz de liderar a sua vida, isso está acontecendo cada vez mais tarde.

A tendência dos mais velhos é dizer que o adolescente sofre por coisas que antigamente não nos afetava. Muitas vezes os pais e líderes não entendem porque coisas tão simples parecem abalar tanto e passam a julga-los como ingratos ou “geração mimimi”.

Um modo inteligente de usar nossa mente é trocar o julgamento pela curiosidade. Por que será que eles parecem mais sensíveis, deixando qualquer coisa afetar a sua autoestima e autoconfiança e são tão consumistas?

Para começar lembre-se: em épocas mais antigas as crianças se vestiam como adultas e ao entrar na adolescência já se casavam.

Apesar de não viverem o momento adolescente, saindo da infância direto para a fase adulta, tinham recebido atenção integral da mãe. Eles possuíam uma reserva de amor recebido na infância e sabiam que ao crescer, seriam como seus pais. A identidade estava definida. Sentiam-se mais parecidos com seus pais do que hoje. Nesta fase, não existia chupeta e nem leite ninho.Isso mudou em relação aos dias atuais.

Depois veio uma geração diferente, que ficou mais afastada dos pais, mas tinha relação forte de amizade na fase da adolescência.

O amigo da escola ou o filho do vizinho, o irmão ou o primo se torna alguém com quem dividir as dificuldades desta fase. Talvez seja uma geração que recebeu menos atenção e amor na infância, mas agora tem amigos e um diário onde escreviam suas dores.Essa forma de desabafar ajudava no autoconhecimento.Mas esta geração, ao ter seus filhos, por falta de tempo, adere a chupeta, leite ninho, deixar o filho no berço chorando.

Então começa a moda para criança, que passa a se vestir diferente do adulto.

A melancolia de perder o filho se confunde com o aumento do consumo. A vida prossegue com descrença na politica, na boa ciência, na religião e inicia a crença no principio do prazer. Começa-se a dar brinquedos e diversão ao filho para compensar a atenção que falta.Tudo isso estimula o consumo exagerado na busca por prazer.

Ao invés de permitir que os filhos sintam medo e ensina-los a enfrentar, escolhem tirar o medo, acender a luz para dormir no claro, em vez de deixa-los enfrentarem o medo do escuro e descobrirem que não é tão difícil quanto parece. A atitude agora é eliminar o objeto da raiva ao invés de permitir senti-la e domina-la . Atender todos os pedidos possíveis para que não incomode. Tira-se a culpa, adotando o erro do filho como nosso, e ele passa a não sentir culpa de nada, pois os pais é que erraram. Algumas vezes, a mãe assume a culpa toda pelo erro do filho ou coloca em terceiros. Poucos ensinam que ele deve aprender com seu erro e mudar a sua atitude.

Cria-se uma sociedade que não sabe lidar com o medo, a raiva e frustração.

Uma geração que tem dificuldade de admitir e aprender com seus erros. Para piorar, as amizades das mídias sociais mostram uma realidade mentirosa, onde eles precisam sempre mostrar uma falsa felicidade.Muitas vezes não se sentem confortáveis com os amigos para contar suas angústias.

E até a prática da oração quando se contava a Deus suas tristezas e pedia ajuda foi perdida por muitos. Se a vida já é desafiadora quando se acredita em um poder maior, imagine o quanto se torna assustadora para quem está completamente só, cujos pais estão infelizes e muitas vezes mais perdidos do que eles.

E quando se perguntam: “quem eu sou?” eles não sabem. O mundo mudou muito, não são como seus pais. Não querem o que eles queriam. Não se encaixam no mundo corporativo que não atende as suas vontades. Para fugir do mundo podem aderir a drogas, álcool e até ao suicídio.

Quando não sabemos quem verdadeiramente somos e se somos realmente amados e aceitos, podemos inconscientemente buscar formas de chamar a atenção por comportamentos inadequados ou mudando a aparência a todo momento, a roupa, o cabelo, o celular, a forma de falar e até adoecer.

A busca por uma identidade e pela aceitação é uma grande necessidade do adolescente.

Assim como quando era um bebê e precisava de atenção para se tornar independente, o adolescente de hoje para se tornar adulto precisa ser ouvido. A princípio pode não responder, mas sentindo que pode ser aceito com suas angústias virá a se abrir e permitir que ajudem na transição para a vida adulta e a independência financeira.

Mesmo que tenhamos falhado na infância deles, podemos abrir mão de nosso tempo nesta fase, para ajuda-los a amadurecer, lidar com todas as transformações hormonais que estão enfrentando sem julgamentos e comparações com nossa adolescência, porque cada um tem uma história.

O adolescente de hoje precisa de pais que voltem a sentar com paciência e contar para eles como enfrentaram a culpa, o medo, a raiva, o mundo corporativo.

Vale a pena contar sua história para gerar a conexão perdida ou aumentar a que tem e ouvi-los. Deixa-los mais confiantes de que eles também conseguirão e que podem contar com nosso ombro para desabafar sem serem tachados de fracos. Ensinar educação financeira e impor limites de gastos para que aprendam a valorizar o que não se paga com dinheiro também ajuda muito.

O trabalho que eu faço através da análise comportamental,coaching e mentoria para pais de adolescentes, para osvestibulandos e jovens ajuda a aumentar o autoconhecimento, descobrir os talentos, aumentar a autoestima e a possibilidade de se fortalecer para enfrentar as situações da vida.

Também aumenta  foco e capacidade de agir em direção as suas metas. Como consequência, ajuda na escolha da forma de alcançar a independência financeira que mais tem a ver com a personalidade do indivíduo.

Isso, aliado ao amor e apoio dos pais gerando conexão com esse adulto em formação serão muito mais eficazes do que simplesmente julga-los como geração mimada e consumista.

Tenho 3 filhos (21,18 e 12) e sei que posso ajudar, seria ingratidão não compartilhar com outros filhos de Deus aquilo que aprendi e experimentei de melhor.

DADOS QUE MOSTRAM QUE PAIS E JOVENS ESTÃO PAGANDO CURSOS DE PROFISSÕES QUE NÃO VÃO EXISTIR. A INOCÊNCIA FAZ PAGAR PELO QUE NÃO VÃO TER.

1)Um estudo feito pela consultoria americana Mckinsey afirma que, atualmente, 45% dos empregos nos Estados Unidos, de faxineiro a CEO, poderiam ser substituídos por uma tecnologia já desenvolvida.

O mesmo também foi dito pela Universidade de Oxford, no entanto, com um percentual ainda maior. Para eles, 47% dos trabalhadores já poderiam ser substituídos pela tecnologia.

2)Outra pesquisa, desta vez realizada na Austrália, sobre o futuro do mercado de trabalho realizada pela Foundation of Young Australians, concluiu que 60% dos jovens estão estudando em áreas que vão deixar de existir devido à tecnologia.

“Apoiar e orientar essa massa de estudantes garante não apenas uma carreira na qual possam se sustentar, mas pode-se afirmar até ser uma questão política para evitar uma retração da economia”, afirma Lustig.

3)De acordo com outra pesquisa realizada pela Mckinsey, que investigou se os jovens estão preparados para o mercado de trabalho, existem muitas empresas que estão com dificuldade para conseguir preencher suas vagas.

O levantamento verificou que 39% dos empregadores entrevistados afirmam que o motivo de terem vagas abertas em funções iniciais é a escassez de pessoas com os requisitos necessários para o trabalho a ser executado. A pesquisa também trás dados do Brasil, e, por aqui, esse percentual sobe para 48 %, menor apenas que Índia e Turquia, dos nove países pesquisados.Um outro ponto observado pelo estudo é que o jovem brasileiro ainda se mostra um pouco mais otimista que o resto do mundo. Isso porque, na média global, apenas 50 % dos estudantes acreditam que estão preparados para o mercado de trabalhoenquanto no Brasil esse número sobe para 59%, ficando atrás apenas da Arábia Saudita.

4)Existe também uma grande massa de estudantes que deve começar a moldar os negócios do futuro e não pode ser ignorada. A pesquisa “Perfil do LIDE Futuro”, divulgada no ano passado, já mostrava que 58% dos universitários se veem como empreendedores na atualidade.

Quando questionados como se viam no futuro, o número apresentava um acréscimo, subindo para 62% em até quatro anos. Quando o prazo questionado foi de 10 anos, o total de estudantes que se viam empreendendo teve um novo salto e chegou a 78%.

5)Apesar disso, uma outra pesquisa, realizada desta vez pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje), revelou que, dentro deste público, 30% declaram possuir dificuldades de gestão financeira, enquanto 27% encontravam as mesmas dificuldades na gestão de pessoas e outros 25% em planejamentos.

Números que comprovam a necessidade de apoio para evitar empreendedores em negócios frustrados e desperdiçando talentos para a inovação criativa.

Teremos trabalho, mas será necessário saber quem somos, como usar isso e como buscar o que nos falta. Adquirir a autoconfiança necessária para enfrentar o mundo atual que muda a cada instante, muito mais rápido do que na época de seus pais é fundamental para garantir que saberão aprender com os obstáculos e superar os desafios.

Por isso, a importância do coaching para vestibulandos e jovens para ajudar a definir o que desejam fazer com base em suas habilidades e talentos natos, identificar as competências que precisam desenvolver, empoderando o jovem para fazer o plano de ação a ser seguido é visto como uma grande ajuda para que eles adquiram a independência financeira mais rápido.

Antes de desperdiçar energia, tempo e dinheiro em cursos que ele poderá desistir, que tal experimentar esta alternativa?

Para saber mais sobre os problemas da adolescência veja este link do Dr Ivan Capelatto : Adolescentes: ontem, hoje e amanhã https://www.youtube.com/watch?v=bX6pqBvLjTs

Sandra Carnevali
Sou Leader Coach, Life Coach, Analista Comportamental, Self Coach formada pelo Instituto Brasileiro de Coaching, Master Mind formada pela Escola de Executivos de Negócios Instituto de Albuquerque Napoleon Hill em Liderança, Inteligência Interpessoal e Comunicação Eficaz, ajudo você a descobrir o que quer, potencializar suas capacidades natas, desenvolver habilidades necessárias para alcançar uma vida plena em seus relacionamentos pessoais e profissionais. Para conhecer mais sobre mim, veja meu site www.oficinadodestino.com e meus artigos.Compartilhe