Psicopatas no poder

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Não é só nos filmes de suspense e terror que existem psicopatas. Eles estão em toda a parte e, por incrível que pareça, psicopatia não é loucura, é um grave transtorno de personalidade. Não tem cura e quanto mais poder o psicopata tem nas mãos, maior é o risco para a sociedade.

Cair na armadilha de um deles é muito fácil. Extremamente charmosos, eloqüentes e autoconfiantes, eles convencem qualquer um. Mas, todos têm um lado perverso e sombrio. Os psicopatas são inescrupulosos, manipuladores e sem nenhuma compaixão. São crueis e usam as pessoas para alcançar posições de poder. Quando chegam lá, maltratam e humilham quem está ao seu redor. Não sentem empatia nem remorso.

Como política é quase um sinônimo de poder, ela é muito atraente para os psicopatas. E eles fazem de tudo para conquistar a confiança dos eleitores. Apelam para o populismo e a demagogia. Mas, na realidade, querem impor suas ideias e objetivos pessoais em vez de cuidar do interesse público.

É bom deixar claro: nem todos os políticos são psicopatas e nem todos os psicopatas estão na política. Porque a sensação é de que governantes irresponsáveis que querem levar vantagem o tempo todo tomaram conta do cenário político. Ou, pelo menos, são esses que agora ganham maior destaque nas manchetes dos jornais e na mídia em geral. A impressão que fica é de que quase todos os políticos são egoístas, se preocupam apenas em manter privilégios e aumentar o seu patrimônio.

Eles se revelam egomanícos, que precisam o tempo todo manter o culto a sua personalidade e buscam, constantemente, os holofotes. Essa história toda começa no processos de seleção questionáveis nos partidos, que privilegiam habilidades como o oportunismo, a assertividade, a luxúria insensível ou irrestrita. O resultado todos nós já sabemos: corrupção, egocentrismo, políticos enriquecendo enquanto a população sofre com a desordem no país.

Para voltar a crescer, o Brasil precisa de pessoas competentes e capazes de reagir. Nos países desenvolvidos, prevalecem os políticos mais competentes para trabalhar em prol da sociedade. Há mais investimentos em educação, saúde e prevenção, como faz a Alemanha. A chanceler Angela Merkel é um bom exemplo. Ela mostrou várias vezes a capacidade de tomar decisões impopulares e polêmicas, como na questão da imigração. 

Nos países menos desenvolvidos como o Brasil, os eleitores procuram pessoas que são consideradas dominantes ou que têm uma postura até agressiva perante a sociedade. Mas, no fim, a população acaba sofrendo com a incerteza na economia e a falta de continuidade de políticas públicas importantes. E novamente, as pessoas buscam políticos que prometem a salvação e melhorias rápidas. Isto não significa exatamente competência e, sim, uma forma autoritarista que, no final, acaba gerando frustração e descontentamento.

Os políticos deveriam realmente se preocupar mais com a população e menos a seus interesses pessoais como acontece no Brasil e em outros países do hemisfério sul. Mas, no mundo, a tendência dos eleitores é escolher este tipo de políticos, por medo e também como uma forma de identificação ou compensação das próprias frustrações. 

Se os políticos tivessem um comportamento correto e convincente em suas ações, a sociedade perderia esse medo e começaria a trabalhar junto para o bem de todos e não só para o bolso de poucos.