Coach em programação neurolinguística dá 3 dicas para reforçar o relacionamento

Relacionamento

Em tempos de amores voláteis, casais deixam de lado o empenho à relação; o coach Alessandro Magalhães dá dicas para mudar o jogo

Entre 2016 e 2017, houve um aumento de 8,3% nas escrituras de divórcio, de acordo com dados do IBGE. Para Alessandro Magalhães, especialista em Programação Neurolinguística (PNL), esse é um alerta sobre a fragilidade das uniões nos dias atuais, e um indicador de que a maneira de se relacionar precisa ser reavaliada. E a era digital tem parte da responsabilidade nessa tendência.

“A globalização tem prejudicado os relacionamentos, uma vez que o acesso a tanta tecnologia acaba tornando grande parte das pessoas muito egocêntricas. Elas se expõem exageradamente nas redes sociais, compartilhando viagens, momentos do cotidiano e declarações de amor, mas no off-line não estão dispostas a criar uma conexão real com o parceiro”, diz o especialista. “Então, no momento de um atrito, ninguém se coloca no lugar do outro e a discussão é solucionada geralmente com o término”, avalia.

Alessandro associa a relação afetiva a uma pirâmide, composta por três pilares: a pessoa, a entidade (relacionamento) e o companheiro. É importante avaliar se as tomadas de decisão serão benéficas para os três lados e se o casal está pronto para se doar em todas as circunstâncias. “Se as pessoas se dedicassem na construção dessa união assim como cuidam das redes sociais, com certeza muitos matrimônios não seriam desfeitos”, finaliza.

A seguir, ele mostra em três passos como construir uma relação afetiva feliz e duradoura:

1. Autoconhecimento

Antes de se entregar a um novo amor, é preciso se conhecer e solucionar possíveis questões internas mal resolvidas, como traumas da infância, crenças limitantes ou relacionamentos anteriores tóxicos, para, a partir disso, analisar o que se deseja de uma futura relação. Valorizar a própria companhia é importante para que a conquista da felicidade não seja transferida ao outro. “As pessoas buscam alguém que as completem, mas acabam por viver a vida alheia e se esquecem de cuidar de si mesmas, o que gera frustração e sofrimento. O ideal é que a procura seja por quem aceite caminhar junto diariamente e possua os mesmos objetivos de vida”, pontua Alessandro.

2. Diálogo aberto

Estou disposto(a) a investir em algo duradouro ou procuro apenas uma relação passageria? Quanto estou disposto(a) a me doar? Desde o início é preciso se comunicar claramente sobre o que se espera da relação, assim como as limitações, seja a respeito das condições financeiras, disponibilidade de horários e até mesmo emocionalmente. “Apesar de assustar em um primeiro momento, conversas transparentes guiam os casais para que se tenha uma troca mútua, comprometimento e cumplicidade sem gerar falsas expectativas nem frustrações”, diz o profissional. É uma oportunidade de conhecer o outro com mais profundidade e também de amadurecer o contato, identificando como ambos preferem ser ouvidos e qual é a melhor hora de conversar sobre questões sérias.

3. Conquista diária

As tarefas do cotidiano exigem muito, o que não torna incomum que casais só consigam se encontrar no café da manhã e na hora de dormir, por exemplo. Por isso é importante tornar esses momentos especiais. Demonstre interesse real sobre o parceiro: como ele ou ela está, como foi o seu dia, como andam seus planos. E estar disposto a apoiar quando for preciso. “Por vezes tão negligenciada, a palavra tem poder e é preciso ser mais exercitada dentro de um relacionamento. Uma conversa com expressões de motivação ou de apoio torna o dia mais produtivo, transmite a confiança que o parceiro precisa para enfrentar um obstáculo ou um novo desafio”, conta o especialista.

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