Remédio sem prescrição é sempre um risco para sua saúde

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Remédio sem prescrição é sempre um risco para sua saúde

Remédio sem prescrição é sempre um risco para sua saúde. É preciso ter muito cuidado com o lado “doutor” que a gente carrega.

Geralmente, sempre há uma solução fácil à disposição para aquela dor de cabeça, resfriado ou dor nas costas: a farmacinha de casa.

É ali que se esconde o perigo. A caixinha que armazena diversos tipos de medicamentos é o estopim para a automedicação.

Ali estão remédios comprados facilmente sem necessidade de receita ou, em casos mais arriscados, sobras de antibióticos que, muitas vezes, são mantidos por pacientes ao final de um tratamento.

Pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF) divulgada este ano aponta que 77% da população se automedica e, por isso, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) alerta: o uso de medicamentos sem indicação está entre as principais causas de intoxicação no país.

Além da grande quantidade de pessoas que se enquadra nesse caso, o problema está na transformação deste hábito em rotina.

De acordo com o geriatra e conselheiro do Cremesp, Dr. Mario Mosca Neto, o hábito enganoso de se automedicar coloca em risco os indivíduos e, muitas vezes, se estende também àqueles que estão em seu círculo social.

No caso de crianças e idosos, o perigo da automedicação é ainda maior.

Em relação aos idosos há uma peculiaridade que são as alterações fisiológicas que o organismo sofre em decorrência do próprio envelhecimento.

Órgãos como os rins e o fígado sofrem alterações que comprometem a metabolização e a eliminação dos medicamentos, aumentando os riscos de intoxicações. Além disso, em torno de 70% das pessoas nas faixas etárias mais altas tomam, continuamente, um ou mais remédios, o que pode provocar interações medicamentosas e efeitos colaterais.

“Não podemos nunca esquecer que todo e qualquer remédio é droga. Até mesmo algumas plantas, usadas indiscriminadamente, podem causar sérios problemas, como hepatites medicamentosas, além de agravar doenças já existentes. Daí a importância em se consultar um médico antes de ingerir qualquer medicamento”, alerta o médico.

De acordo com ele, nenhum medicamento é 100% seguro e pode ter potencial nocivo em nosso organismo.

“Se a pessoa está sentido que algo não vai bem, tem uma dor ou um mal estar, o melhor a fazer é consultar um médico e seguir a orientação dele. Esta é a maneira mais segura de cuidar da saúde”, orienta o geriatra.

Perigo escondido

Conheça um pouco mais sobre alguns medicamentos que podem estar na “farmacinha de casa”, sem causar nenhuma suspeita:

  • Analgésicos em geral – não servem para curar enxaqueca e podem até piorar a crise;
  • Antiácidos e remédios para dores estomacais – podem mascarar problemas mais sérios como úlceras;
  • Antialérgicos e sedativos – aumentam o risco de morte, pois podem causar sonolência profunda e levar a quedas;
  • Anti-inflamatórios – podem sobrecarregar os rins;
  • Antitérmicos – podem encobrir infecções;
  • Aspirina – em doses excessivas pode aumentar a acidez do sangue e favorecer a hipoglicemia e contribuir para quadros hemorrágicos;
  • Dipirona – proibida nos Estados Unidos e na Austrália, pode causar reações alérgicas graves em asmáticos, além de reduzir as células sanguíneas;
  • Paracetamol – ingerido sem controle pode causar danos irreversíveis ao fígado;
  • Vitaminas – só devem ser ingeridas por pessoas que precisam de reposição;
  • Xaropes – podem mascarar uma pneumonia.

Por Redação

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