Riscos e cuidados com a obesidade infantil

Já foi a época em que criança mais “cheinha” era sinônimo de criança saudável. Hoje, com a elevação contínua no peso das crianças, a obesidade infantil transformou-se num problema sério de saúde. A preocupação vai muito além da estética. Crianças obesas apresentam mudanças nos níveis de colesterol, são alvo de brincadeiras de mau gosto e também são descriminadas pelos colegas. Quando mais velhos, podem apresentar problemas cardíacos, diabetes e hipertensão.

Cerca de 47% das crianças brasileiras de cinco a nove anos possuem obesidade ou sobrepeso, de acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Já na faixa etária de 10 a 19 anos, 26% estão acima do peso.

Mas tentar intervir quando a criança chega à fase escolar pode ser tarde demais. E não adianta colocar a culpa na genética, as atitudes da família são refletidas pelo filho e também podem levar a criança a obesidade. Por isso, é necessário prestar atenção desde o período de gestação para não correr este risco.

Cuidado desde a gravidez 

Controlar o peso durante a gravidez é um dos maiores cuidados que a futura mãe deve ter. Amamentar o filho exclusivamente com leite materno até os seis primeiros meses de vida também é importante. Após este período, a mãe já pode introduzir alguns alimentos na rotina do bebê como frutas amassadas ou papinhas que contenham todos os grupos de alimentos.

Conforme os dentinhos vão nascendo, a papinha deve ter pedacinhos para que o pequeno se acostume com as texturas dos alimentos e aprenda a mastigá-los. Evite ainda oferecer doces ao filho quando ele estiver aborrecido. Se isso acontecer com frequência, a criança pode se tornar compulsiva por açúcar quando crescer.

O comportamento dos pais também influencia na alimentação da criança. Cultive sempre hábitos saudáveis. E varie no cardápio para que ele crie rotina de consumir pratos nutritivos. Caso ele renegue algum ingrediente, não desista. Insista e busque sempre novas alternativas de preparar o prato. Caso a família não queira que a criança consuma algum alimento, não o acrescente no carrinho do mercado.

Motivá-lo a praticar esportes ou exercícios físicos também deve começar desce cedo. Ao invés de passear no shopping no fim de semana, programa-se para ir ao parque com a família e acrescente na programação atividades como andar de bicicleta ou patins, jogar bola ou correr. Se o programa é ficar em casa, diminua o tempo em frente a TV e ao vídeo game, esses hábitos geralmente são acompanhados por alimentos gordurosos e pela perda do controle da quantidade que consomem.

 

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