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Saiba como driblar a alta dos preços

Nos últimos 30 anos, o país já enfrentou vários momentos de altos e baixos da economia, pelo menos dois grandes momentos de risco de corte de energia e até uma forte crise mundial iniciada nos Estados Unidos. Escrito por: Equipe Organizze

Saiba como driblar a alta dos preços
Imagem : Reprodução Internet

“Quando a vida te der um limão, faça uma limonada”. Essa é uma das grandes lições que o nova-iorquino Dale Carnegie ensina em seu best-seller Como Evitar Preocupações e Começar a Viver, um dos maiores clássicos da autoajuda de todos os tempos. E o autor sabia muito bem do que estava falando, afinal, foi preciso ter um bom jogo de cintura para conseguir atravessar o caminho entre a infância humilde no interior dos Estados Unidos e os louros do sucesso mundial. Jogo de cintura que muitos de nós, brasileiros, já estamos acostumados a ter na hora de enfrentar dificuldades, como driblar a inflação.

 

Nos últimos 30 anos, o país já enfrentou vários momentos de altos e baixos da economia, pelo menos dois grandes momentos de risco de corte de energia e até uma forte crise mundial iniciada nos Estados Unidos. Por causa desses e outros tantos problemas — internos e externos —, a gente sempre teve que ser criativo para nos adaptar aos novos cenários.

 

Hoje, para fugir da atual alta dos preços, podemos seguir algumas dicas que já deram certo no passado, usar a internet a nosso favor e até mesmo voltar a adotar antigos costumes para encarar novos desafios. Veja algumas dicas para driblar a inflação e viver bem mesmo com o cinto apertado:

 

Transporte: use a bike para ir ao trabalho e economize tempo e dinheiro

Nunca se falou tanto do uso da bicicleta como nos últimos anos, tanto no Brasil como no exterior. Mas, ainda assim, seja por falta de segurança ou falta de costume, poucas pessoas animam trocar o transporte público — ou o carro — pela bike, algo que, se colocado no papel, pode apresentar uma economia significativa de tempo e dinheiro.

 

Quem usa duas lotações por dia em São Paulo, por exemplo, pode economizar mais de R$ 150 adotando a bicicleta como meio de transporte. Esse valor pode chegar até R$ 900 para aqueles que usam veículos particulares e que, na maioria dos casos, precisam pagar também pelo estacionamento.

 

Além da clara economia financeira, o uso das bicicletas também pode reduzir bastante o tempo de deslocamento entre a sua casa e a empresa, principalmente em lugares com ciclovias instaladas. Vale ainda dizer que pesquisas recentes mostram que o aumento do uso de bicicletas — e de ciclovias — pela população pode até mesmo fazer a velocidade média do trânsito melhorar.

 

Energia elétrica: dicas do passado para o problema de hoje

Entre os anos de 2001 e 2002, o Brasil enfrentou um delicado momento que ficou conhecido como a “crise do apagão”. Com o nível dos reservatórios bastante baixos, a produção das hidrelétricas passou por problemas que só foram contornados por causa de uma campanha de racionamento adotada por toda a população e que serve de exemplo até hoje para mostrar como podemos economizar nos gastos com energia elétrica.

 

Substituir geladeiras antigas por modelos mais novos, retirar os aparelhos eletrônicos da tomada ao sair de casa, adotar as lâmpadas fluorescentes compactas, fechar as portas e janelas ao usar o ar condicionado, usar dimmers para controlar a intensidade da luz e deixar as janelas abertas ao longo do dia para permitir a entrada da claridade foram alguns pontos que fizeram a diferença na época — e continuam fazendo hoje em dia.

 

O Portal Brasil também dá outras dicas bastante úteis que foram planejadas pelo Inmetro em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia. 

 

Turismo: viaje pelo Brasil

Atualmente, pelo menos 3,7% do PIB do Brasil vem do turismo. E não é à toa: com belíssimas praias, cachoeiras e muita cultura, o país conta com diversos lugares que não deixam a desejar em comparação com outros destinos do exterior. E nesse período de vacas mais magras, nada como se informar sobre algumas cidades que podem ser perfeitas para passar as férias gastando bem menos.

 

Ouro Preto, por exemplo, é uma das cidades mais badaladas do interior de Minas, mas por ser uma cidade universitária, tem várias opções de estadia e diversão com custo reduzido. Canela, no Rio Grande do Sul, é um local bastante procurado no inverno, mas traz preços bem mais em conta durante o verão (época de baixa temporada por lá). E pra quem prefere sair das rotas do sul e sudeste, Cuiabá, no Mato Grosso, é uma cidade que, além de servir de acesso para o Pantanal, também conta com atrativos mais baratos do que aqueles de cidades mais famosas.

 

Compras: adote novas atitudes na hora de ir ao supermercado

Boa parte dos gastos de uma casa é destinada para as famosas “compras do mês”. E uma das melhores atitudes para economizar na hora de encher o carrinho é dar preferência para os supermercados. Negócios menores, como padarias e armazéns de bairros, costumam cobrar até 30% a mais por um produto do que as redes maiores — por mais que a gente imagine o contrário.

 

Outra dica importante é planejar as refeições da semana antes de ir às compras para evitar gastos desnecessários. Dessa forma, você foca apenas no que realmente precisa levar pra casa.

 

Já para os adeptos dos aplicativos, usar programas do smartphone para comparar preços também tem se tornado uma boa prática em vários países. Segundo uma pesquisa recente feita pelo Google, pelo menos 7% do uso da internet por dispositivos móveis nos Estados Unidos é destinado a comparações de preços de produtos — e boa parte disso, enquanto a pessoa está em lojas e mercados.

 

Seguindo dicas como essas, provavelmente ficará mais fácil pra você atravessar essa fase de preços nas alturas e economia incerta. Mas o melhor mesmo é ver que mesmo com todos os limões jogados pelo universo, talvez possamos sair com uma bela limonada no final de tudo.