Saiba o que a prática esportiva pode fazer pelo desenvolvimento do seu filho

Atividades físicas

A prática frequente de atividades físicas colabora para o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças. Elas ajudam os pequenos a compreender o trabalho em equipe e a lidar com a frustração.

De acordo com o professor de educação física Vinícius Anhucci, o brincar para uma criança ensina tanto quanto quaisquer ações cognitivas dentro da sala de aula, e o mais importante desse processo é a descoberta dos limites e do funcionamento do corpo.

“A ação fundamental parte do profissional de Educação Física dentro da escola, que sabe direcionar uma atividade para melhor compreender a necessidade de determinada faixa etária. A fase que se deve ter uma atenção maior no ambiente escolar é o ensino infantil (entre três a seis anos), onde as crianças estão desenvolvendo os movimentos fundamentais. Se for bem aproveitada, com o direcionamento correto, tanto a vida motora quanto lúdica da criança estará em plena ascensão”, explica.

Assim como no ambiente escolar, em casa os pais precisam acompanhar seus filhos durante uma atividade, pois, segundo Vinícius, além de darem um exemplo positivo, eles podem ser os maiores incentivadores da prática esportiva, seja ela na escola em outro ambiente.

“Temos que desmistificar o fato de que os pais devem colocar o menino para jogar futebol e a menina para dançar balé. Cabe aos pais incentivar a prática, seja ela qual for a escolhida pela criança. O mais importante nesse processo de participação é a passagem dos valores, onde os responsáveis mostram para as crianças que saber ganhar, saber perder, a competição e o trabalho em equipe são fundamentais para o sucesso”, destaca o professor.

A prática esportiva também influi no desenvolvimento da autoestima e da empatia. A partir do esporte, a criança consegue desenvolver melhor o convívio em sociedade. “A construção de valores, se for feita no esporte e em casa, trará consciência cidadã para a criança ou adolescente, e permitirá que ele saiba se colocar no lugar do próximo e utilizar a cidade de maneira proveitosa”, diz Vinícius.

Nesta fase, também vemos “nascer” os líderes e os talentos, mas o mais importante é estimular o interesse pela prática de atividade física voltada para o lazer e a qualidade de vida, não para  a competição.

A prática esportiva também é muito importante para o desenvolvimento do senso de responsabilidade. “As lutas em geral trazem na sua história valores relacionados a respeito, hierarquia e responsabilidade com seus materiais e patrimônio. O Judô, por exemplo, é uma modalidade em que percebi maior doutrina dos praticantes e resultados excelentes em crianças de cinco a 10 anos”, revela o professor.

A escola, por sua vez, pode contribuir e incentivar a prática esportiva no dia a dia das crianças. O professor é o agente motivador para mostrar os benefícios que o esporte ou atividade física podem proporcionar. Eventos, festivais e até competições esportivas dentro da escola podem ajudá-lo nesse processo.

“A criança, ao descobrir seu potencial dentro da escola, pode facilmente procurar aprimora-lo fora e se tornar um novo talento para qualquer modalidade esportiva. O que impede isso muitas vezes é a própria escola, pela burocracia ou por um planejamento antiquado na formulação e na liberdade para o educador atuar com os materiais necessários e ferramentas para tal”, aponta o professor.

Qual a modalidade mais indicada?

“Não existe um esporte que seja mais indicado para crianças”, diz Vinícius. Ao contrário, elas devem experimentar de tudo dentro da escola, desde as atividades de oposição (lutas) até as cooperativas (jogos e modalidades coletivas). Dessa forma, terão direcionamento correto para praticar o que gostam.

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“Ela jamais deve ser forçada a praticar alguma modalidade da qual não goste, este é meu único conselho. A criança deve ser conscientizada na medida do possível para a prática esportiva. Hoje, vemos a inserção do futebol smericano, rugby, baseball, parkour e diversas outras sendo abordadas na escola. Cabe ao professor também buscar o conhecimento. Pais, professores, tios, diretores e até os amigos têm papel nessa escolha. Um bom exemplo nunca vai ser esquecido pela criança. Para ajudá-la, uma boa dose de encorajamento e perseverança é altamente recomendada”, finaliza.

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